A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) manteve a condenação de um homem por perseguir uma enfermeira do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A pena de nove meses de reclusão, em regime aberto, foi confirmada de forma unânime.
O condenado era paciente de hemodiálise e, entre julho e agosto de 2023, passou a frequentar o hospital fora das sessões marcadas apenas para procurar pela profissional. Mesmo após a enfermeira deixar claro que não tinha interesse em envolvimento pessoal, o homem insistia em presentes, mensagens pelo WhatsApp e visitas ao hospital, chegando a questionar colegas de trabalho sobre os horários dela.
- Celina Leão assina contratação de banca para concurso da Educação do DF com 10,6 mil vagas
- Carreta tomba na DF-001 e motorista é levado em estado grave ao hospital
- Inmet emite alerta de tempestade para o DF com risco de granizo e ventos de até 80 km/h
- Jovem de 21 anos tem parte da perna amputada após acidente com linha de pipa em Taguatinga
- Cliente tem documentos usados em perfil falso com mais de 3 mil corridas e será indenizado pela 99
A situação ficou ainda mais grave quando testemunhas relataram que ele portava uma arma de choque e outros objetos suspeitos. Em uma das ocasiões, funcionários viram uma arma cair de seus pertences durante uma sessão de hemodiálise. A pressão foi tamanha que a enfermeira solicitou a transferência do paciente para outra unidade — mas, mesmo assim, ele voltou a aparecer no HRT com pretextos falsos.
Na decisão, o relator destacou que o crime de perseguição exige reiteração de condutas que causem perturbação à vítima. Para os magistrados, as provas foram consistentes e revelaram invasão de privacidade e assédio comprovado.
