Novas titulares do Conselho dos Direitos da Mulher assumem cargos para o biênio 2026/2028

A governadora Celina Leão empossou, nesta quinta-feira (25), as novas titulares do Conselho dos Direitos da Mulher do Distrito Federal (CDM/DF) para o biênio 2026/2028, em cerimônia realizada no Salão Branco do Palácio do Buriti. O colegiado é composto por 26 titulares, com representação paritária do Governo do Distrito Federal (GDF) e da sociedade civil, visando fortalecer a construção, acompanhamento e aprimoramento das políticas públicas voltadas ao público feminino. “Essa posse é muito especial porque nós temos mulheres quilombolas, mulheres indígenas, mulheres LGBTQIA+, com uma representatividade muito grande. Todas elas com um objetivo único: cuidar de mulheres, melhorar a ambiência para que as mulheres possam viver com liberdade, sem violência e com oportunidades”, destacou Celina Leão, após assinar o decreto de posse das conselheiras.

“As mulheres não precisam e nós não queremos privilégios. Nós temos capacidade para mostrarmos que temos competência. Mas se não tiver uma oportunidade, como é que a gente faz isso? Essas mulheres estão prontas para nos ajudar a construir ainda mais políticas públicas para o GDF”, completou. Durante seu discurso, a governadora enfatizou a relevância da pesquisa “Panorama da violência contra a mulher no Distrito Federal” para orientar ações de combate à violência de gênero e ao machismo. O estudo inédito do Instituto de Pesquisa e Estatística (IPEDF) foi realizado a partir de questionários com 5.093 homens e mulheres em 80 pontos de grande circulação, além de entrevistas em profundidade com 39 homens em cumprimento de pena por feminicídio de parceiras íntimas.

Questionada sobre como pretende atuar para combater o feminicídio, Celina Leão respondeu:

“A primeira coisa é continuar com os nossos programas. E a segunda questão é a oportunidade financeira para as mulheres. A pesquisa foi muito clara nesse sentido, mostrou que muitas delas não saem da violência por conta do medo, da falta de oportunidade. E, para isso, nós estamos ampliando as ações. Então, passa pela educação e pela oportunidade de sair de uma ambiência de violência.”

O Conselho dos Direitos da Mulher do DF, criado em 1998, é formado por 13 representantes do poder público local e 13 de entidades da sociedade civil. O órgão é vinculado à Secretaria da Mulher (SMDF) e possui natureza consultiva e deliberativa. Além das titulares, também foram nomeadas 26 suplentes, totalizando 52 novas representantes. A secretária da Mulher interina, Jackeline Aguiar, ressaltou que o CDM/DF é um espaço estratégico de diálogo entre governo e sociedade civil. “O conselho é paritário justamente para que a gente possa unir forças em prol das pautas da mulher. É a sociedade civil junto com o governo propondo políticas públicas, melhorando os nossos atendimentos, fazendo com que a gente possa cada vez mais trabalhar com mais efetividade e eficiência nesta pauta”, afirmou.

As representantes da sociedade civil foram escolhidas por meio de processo seletivo público regulamentado pelo Edital de Convocação nº 01/2026 da SMDF, que incluiu etapas de inscrição, habilitação documental e eleição entre as entidades habilitadas. No total, 47 organizações da sociedade civil participaram da seleção — 37 para ampla concorrência e dez para vagas reservadas à representação de segmentos específicos. Os postos reservados contemplaram entidades representativas de mulheres negras, indígenas, quilombolas, ciganas e povos e comunidades tradicionais, mulheres com deficiência, idosas e mulheres lésbicas, bissexuais e transsexuais.

Para a conselheira titular Lúcia Bessa, representante do Fórum de Mulheres do Mercosul, o conselho se consolidou como parceiro das cidadãs e impulsiona a criação de soluções concretas para problemas coletivos. “Esse conselho tem uma história de luta e vitória com as mulheres do Distrito Federal. Há anos vem contribuindo para que as mulheres vivam e vivam plenamente, é verdadeiramente a voz de todas as mulheres que necessitam de um órgão forte, de um conselho independente, eficaz e extremamente importante”, pontuou. As conselheiras exercem suas funções de forma voluntária e não remunerada.

Representante da Associação Comercial do Distrito Federal, a conselheira Ivonice Campos explicou que o órgão atua com base em uma agenda transversal. “Nós temos todos os temas: educação, saúde, especialmente segurança, mas também a sustentabilidade”, disse. Por parte do poder público distrital, o colegiado é composto por representantes das secretarias da Mulher (SMDF), de Saúde (SES-DF), de Educação (SEEDF), da Pessoa com Deficiência (SEPD), de Economia (Seec-DF), de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF), de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), de Segurança Pública (SSP-DF), de Desenvolvimento Social (Sedes-DF), de Governo (Segov) e da Casa Civil, além da Defensoria Pública do DF e do Instituto de Pesquisa e Estatística (IPEDF).

Entidades da sociedade civil eleitas: Associação Comercial do Distrito Federal, Ação de Mulheres pela Equidade, Assistência Social Casa Azul, Associação Internacional Maylê Sara Kalí, Central Única dos Trabalhadores, Estruturação, Federação das Mulheres da Habitação do Distrito Federal, Fórum de Mulheres do Mercosul, Grupo Mulheres do Brasil DF, Instituto Acolher, Instituto Reciclando o Futuro, Instituto Viva Mulher, União Brasileira de Mulheres (UBM).

Fonte: Agência Brasília

Redação
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