Investimento de R$ 32,1 milhões permitirá a realização de mais de 5 mil cirurgias de ginecologia e otorrinolaringologia no DF

O Governo do Distrito Federal (GDF) autorizou, nesta quarta-feira (17), um investimento de R$ 32,1 milhões para ampliar a oferta de cirurgias eletivas nas áreas de ginecologia e otorrinolaringologia na rede pública de saúde. A medida permitirá a contratação de 5.098 procedimentos, sendo 2.081 histerectomias e 3.017 cirurgias otorrinolaringológicas, com o objetivo de reduzir filas e acelerar o acesso da população aos atendimentos especializados. Durante cerimônia no Palácio do Buriti, a governadora Celina Leão também assinou a reformulação do Programa de Descentralização Progressiva de Ações de Saúde (Pdpas).

“Estamos lançando dois editais importantes, um de ginecologia e outro de otorrino, para que possamos atacar as filas de cirurgias que estavam nessas duas especialidades”, comentou a chefe do Executivo. “Com essas duas contratações, ultrapassamos as 20 mil cirurgias dentro do Opera DF. Dessas, a rede privada já operou cerca de 6 mil.”

A iniciativa integra a estratégia do GDF de ampliar a capacidade assistencial por meio do programa Opera DF, que acelera a realização de cirurgias eletivas e reduz o tempo de espera dos pacientes. O programa já viabilizou a contratação de mais de 20 mil cirurgias e ajudou a elevar em 50% a produção global de procedimentos, com investimento acumulado de R$ 90,7 milhões na rede privada conveniada.

“Nosso objetivo é reduzir tempo de espera e ter um prazo factível para esses pacientes. Nós tínhamos um tempo de espera de mais de mil dias para cirurgia de varizes. Hoje, está em torno de nove dias. Tínhamos um tempo de espera que ultrapassava um ano para cirurgia de hérnia. Estamos com 50 dias agora”, afirmou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda.

Na área de ginecologia, o edital prevê investimento de R$ 14,5 milhões em 2.081 histerectomias — cirurgias de retirada do útero indicadas em casos como miomas, endometriose grave, sangramentos intensos e outras condições clínicas. Os procedimentos estão divididos entre:

  • 1.581 histerectomias abdominais totais;
  • 348 histerectomias vaginais;
  • 127 histerectomias videolaparoscópicas;
  • 25 histerectomias subtotais.

Na especialidade de otorrinolaringologia, o investimento será de R$ 17,6 milhões, destinado à contratação de 3.017 cirurgias. Entre os procedimentos contemplados estão:

  • 1.342 septoplastias reparadoras não estéticas;
  • 1.129 adenoamigdalectomias;
  • 293 amigdalectomias;
  • 253 adenoidectomias.

Essas cirurgias atendem principalmente pacientes com dificuldades respiratórias, obstruções nasais, infecções recorrentes e outras condições que impactam diretamente a qualidade de vida.

“Estamos lançando dois editais importantes, um de ginecologia e outro de otorrino, para que possamos atacar as filas de cirurgias que estavam nessas duas especialidades”, afirmou a governadora Celina Leão.

Durante a solenidade, a governadora também assinou o decreto que reformula o Pdpas, ampliando a atuação do programa dentro da Secretaria de Saúde. Criado para descentralizar recursos financeiros, o instrumento dá mais autonomia às unidades de saúde para realizar manutenções, pequenos reparos, adequações estruturais, compras emergenciais de insumos e contratação de serviços de forma mais ágil. Com a reformulação, o programa passa a fortalecer não apenas hospitais e unidades maiores, mas também superintendências regionais de saúde, unidades de referência distrital e unidades básicas de saúde (UBSs), ampliando a capacidade de resposta da rede assistencial. O decreto também prevê capacitação específica para os gestores responsáveis pela execução orçamentária.

“Colocar esse recurso lá na ponta, na mão do gestor, que está todos os dias cuidando daquela unidade básica de saúde, é realmente cuidar do paciente. Se quebrar uma torneira, não tem que fazer ofício, já tem o dinheiro em caixa para comprar. Tem algum reparo de manutenção, compra de equipamento simples, ou está faltando um filtro? A pessoa pode comprar. Eu tenho certeza de que a descentralização desse recurso vai empoderar ainda mais o nosso Sistema Único de Saúde e dar mais recursos para ele”, comentou Celina Leão.

Fonte: Agência Brasília

Redação
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