O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) será a primeira unidade de saúde do Centro-Oeste a adotar um sistema capaz de acompanhar, em tempo real, pacientes em tratamento de diálise peritoneal. A iniciativa faz parte de um projeto-piloto do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), em parceria com a plataforma ShareSource, e está entre os primeiros testes da tecnologia em toda a América Latina.
Segundo o diretor de Atenção à Saúde do IgesDF, Rodolfo Lira, a expectativa é de que a implantação comece ainda neste ano, beneficiando novos pacientes do setor de nefrologia. “É mais um passo para uma saúde pública moderna, conectada e centrada no paciente”, afirmou.
- Disputa pela Presidência termina com diferença de cerca de dois pontos e vai ao segundo turno
- Incêndio atinge imóvel em Samambaia Norte e mobiliza quatro viaturas dos bombeiros
- Metade da bancada do DF muda em 2027; Fábio Felix lidera votação e PL fica com três das oito cadeiras
- Carro atinge poste após colisão no Setor Policial Sul, em Brasília
- Julio Cesar é reeleito deputado federal pelo DF com mais de 90 mil votos
Diferente da hemodiálise, que obriga deslocamentos frequentes a hospitais, a diálise peritoneal pode ser feita em casa com o auxílio de um equipamento cedido em comodato. Hoje, 120 pacientes já utilizam o método no HBDF. A novidade é que, com a tecnologia, dados como volume de saída, tempo de sessão e eventuais intercorrências serão transmitidos automaticamente para a equipe médica, permitindo ajustes rápidos e acompanhamento à distância.
A diretora clínica do hospital, Cristhiane Gico, destacou que o sistema traz mais segurança, conforto e autonomia para os pacientes. Já a chefe do Serviço de Nefrologia e Transplante Renal do HBDF, Flávia Gonçalves, lembrou que a modalidade reduz riscos de infecção e dá mais independência: “Com o monitoramento integral, a necessidade de retorno presencial ao hospital será menor, garantindo mais qualidade de vida”.
