Grupo é investigado por fornecer chips e dados pessoais usados por criminosos para abordar vítimas pelo WhatsApp; uma mulher perdeu mais de R$ 53 mil
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quarta-feira (7), uma operação contra uma organização criminosa investigada por envolvimento no chamado golpe do falso parente. Cinco pessoas foram presas durante a ação realizada no Distrito Federal e em Goiás.
Batizada de Operação Atrás das Grades, a ofensiva é conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), vinculada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor).
Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão em Ceilândia e Taguatinga, no Distrito Federal, e em Goiânia.
Os presos são duas mulheres, de 24 e 46 anos, e três homens, de 31, 38 e 48 anos. As identidades não foram divulgadas.
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Fotos e nomes de parentes eram usados no WhatsApp
No golpe do falso parente, criminosos utilizam fotos e informações de outras pessoas para criar perfis no WhatsApp e entrar em contato com familiares, passando-se por filhos ou outros parentes. Durante a conversa, pedem transferências de dinheiro às vítimas.
O grupo alvo da operação é investigado por fornecer chips de celular e “kits” contendo dados pessoais utilizados para viabilizar as fraudes.
As investigações começaram em maio deste ano, depois que uma moradora do Distrito Federal recebeu mensagens de um perfil no WhatsApp que utilizava o nome e a fotografia do próprio filho.
De acordo com a PCDF, pelo menos 19 ocorrências policiais relacionadas ao grupo foram registradas entre novembro de 2025 e maio de 2026.
O prejuízo já identificado chega a aproximadamente R$ 73 mil. Apenas uma das vítimas perdeu mais de R$ 53 mil.
Entre as pessoas enganadas estão idosos de 75 e 83 anos. A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de que o número de vítimas seja maior devido à dimensão da atuação do grupo.
