
A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) participou, nesta terça-feira (19), de uma reunião estratégica com o Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa/ONU). O encontro buscou debater possibilidades de cooperação na área de saúde reprodutiva de jovens do DF.
“O Brasil enfrenta múltiplos desafios e, sem uma colaboração conjunta, as chances de sucesso se reduzem. Como médico, já tive experiências com famílias em situações de vulnerabilidade, muitas vezes com adolescentes se tornando mães muito cedo, o que impacta diretamente a vida delas e perpetua ciclos de dificuldades. É fundamental integrar saúde, educação e assistência social para mudar essa realidade”, avalia o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda.
Representante do Unfpa no Brasil, Florbela Fernandes afirma enxergar uma oportunidade palpável para reduzir a gravidez não intencional de adolescentes, impactando diretamente o índice da mortalidade materna no DF: “Muitas jovens não têm acesso à informação e aos serviços necessários, o que acaba comprometendo sua escolarização, profissionalização e futuro. Queremos oferecer meios para que façam escolhas embasadas e possam ter uma vida digna e feliz”.
Os três zeros
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A discussão foi pautada nas metas globais do Unfpa de três zeros até 2030: zero necessidades insatisfeitas de contracepção; zero mortes maternas evitáveis; e zero violências ou práticas nocivas contra mulheres e meninas.
Para o coordenador da Atenção Primária à Saúde (APS) da SES-DF, Fernando Erick Moreira, essas metas dialogam diretamente com as linhas de cuidado da rede pública. “Nosso foco é justamente ampliar a oferta de serviços a adolescentes e jovens em territórios mais vulneráveis, abordando temas como gravidez e casamento precoces, dignidade menstrual, etc. Precisamos aperfeiçoar esse olhar e avançar”, aponta.
Parceria de sucesso
A colaboração entre a SES-DF e o Unfpa já se materializou em outras ações, como o Selo Chega Mais da ONU, que premiou serviços públicos de saúde com atendimento qualificado e acolhedor voltado ao público adolescente; e a entrega dos kits dignidade, compostos por itens de higiene pessoal e íntima, distribuídos pelas equipes do Consultório na Rua (eCR) a populações do DF em maior situação de vulnerabilidade.
*Com informações da Secretaria de Saúde
