O Dia Mundial de Conscientização do Autismo, celebrado nesta quinta-feira (2), é marcado por histórias de superação e amor. Em Brasília, a trajetória da advogada Anaiara Ribeiro, de 43 anos, emociona ao mostrar até onde uma mãe pode ir pelo filho.
Ela decidiu entrar na faculdade junto com João, de 18 anos, para acompanhar de perto a realização do sonho dele: cursar jornalismo.
O diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) veio quando João tinha 8 anos, embora os sinais já fossem percebidos desde os dois anos de idade.
Para garantir o acompanhamento necessário, Anaiara deixou o emprego formal e passou a trabalhar como autônoma, conciliando consultas, terapias e a rotina do filho.
“Nada faria sentido se não fosse para ver a felicidade dele”, relatou.
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História reflete realidade de milhares de mães no Brasil
Segundo levantamento do Instituto Autismos, a maioria das pessoas responsáveis por indivíduos com autismo no Brasil são mulheres — muitas fora do mercado de trabalho.
A pesquisa, que reuniu mais de 23 mil respostas em todo o país, aponta ainda que famílias chegam a gastar mais de R$ 1 mil por mês com terapias.
Outro dado relevante é que o diagnóstico tem ocorrido mais cedo, em média aos 4 anos, o que aumenta as chances de desenvolvimento com tratamento adequado.
Governo anuncia ampliação de atendimento no SUS
O Ministério da Saúde informou investimento de R$ 83 milhões para ampliar o atendimento a pessoas com TEA no sistema público.
De acordo com o ministro Alexandre Padilha, serão habilitados 59 novos serviços, incluindo Centros Especializados em Reabilitação (CER) e transporte adaptado.
A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é de que cerca de 2,4 milhões de brasileiros estejam dentro do espectro.
Inclusão e direitos ainda são desafios para famílias
Apesar dos avanços, especialistas reforçam que ainda é preciso ampliar políticas públicas e conscientização.
Entre os direitos garantidos estão o acesso a benefícios sociais, inclusão na educação e gratuidade ou descontos em atividades de lazer.
Anaiara, que reconstruiu a vida após o divórcio, afirma que sua história é exceção. Muitas mães enfrentam a jornada sozinhas.
“Somos muito felizes”, resume.
Com informações da Agência Brasil
