A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) recebeu nesta segunda-feira (26) um lote com 50 mil doses da vacina contra a febre amarela. O novo estoque garante o atendimento da população nas mais de cem salas de vacinação da rede pública. A estimativa é de que cerca de 40 mil pessoas ainda precisem se imunizar.
Segundo a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, a vacinação é fundamental. “A vacinação da febre amarela é extremamente importante, lembrando que é uma doença que pode causar óbito”, alertou.
A febre amarela pode não apresentar sintomas em alguns casos, mas também pode evoluir de forma grave. Os sinais mais comuns incluem febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios, náuseas, cansaço, fraqueza e sensibilidade à luz.
Nos quadros mais graves, podem surgir dores abdominais e comprometimento do fígado, levando à coloração amarelada da pele e dos olhos. A doença também pode causar insuficiência renal e até a morte.
Desde setembro do ano passado, a SES-DF mantém alerta para possíveis casos após a morte de macacos e micos em Goiás — animais que não transmitem a doença, mas indicam a circulação do vírus.
Quem deve se vacinar
O esquema vacinal varia conforme a idade:
- Crianças de 9 meses a 4 anos, 11 meses e 29 dias: uma dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos
- Crianças a partir de 5 anos e adultos até 59 anos, 11 meses e 29 dias: dose única
- Pessoas com 60 anos ou mais: vacinação pode ser feita após avaliação médica individual
Gestantes e mulheres que amamentam bebês com menos de 6 meses só devem receber a vacina se morarem ou viajarem para áreas com circulação confirmada do vírus, e após avaliação profissional.
Pessoas com alergia a ovo de galinha ou gelatina também precisam de avaliação médica antes da aplicação. Nesses casos, a vacinação pode ser realizada no Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais (Crie), no Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib).
E quem não sabe se já tomou a vacina?
A orientação da SES-DF é procurar uma unidade de saúde mesmo sem a caderneta de vacinação.
De acordo com a médica Gabriela Villar, da Coordenação de Atenção Primária à Saúde, a ausência do cartão não impede o atendimento. As equipes tentam localizar o histórico nos sistemas de informação e, quando isso não é possível, avaliam a situação junto ao paciente.
Quem já estiver vacinado pode emitir o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), exigido por alguns países. O documento é gratuito e não tem prazo de validade.
