O Distrito Federal se mantém como uma das capitais mais seguras do Brasil, ocupando a segunda posição no ranking nacional, segundo o 2º Anuário de Segurança Pública divulgado pela Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. O levantamento também aponta que a capital registra uma das menores taxas de homicídio da série histórica.
De acordo com o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, os resultados positivos são consequência de um conjunto de ações integradas entre forças de segurança e sociedade civil. Ele destacou o papel dos conselhos comunitários de segurança (Consegs) e reforçou que políticas públicas em áreas como educação, esporte e participação social também contribuem diretamente para a redução da criminalidade.
Segundo o gestor, medidas baseadas em análise de dados têm sido determinantes. Um exemplo foi a identificação de maior incidência de homicídios em distribuidoras durante madrugadas de fins de semana, o que levou à regulamentação do horário de funcionamento desses estabelecimentos — ação que resultou em redução de cerca de 70% nesses casos.
Além disso, operações em áreas com maior vulnerabilidade, apreensão de armas brancas e reforço no policiamento em regiões como Asa Norte, Taguatinga e Ceilândia têm contribuído para a queda nos índices. Apenas nos primeiros quatro meses de 2026, já foram registrados cerca de 30 homicídios a menos em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Queda nos roubos e menor letalidade policial do país
O anuário também revela redução expressiva em crimes patrimoniais. Os roubos em comércio caíram 29% em 2025, com sete regiões administrativas sem registro desse tipo de ocorrência. Já os roubos de veículos tiveram queda de 16% no mesmo período, totalizando 860 casos, contra 1.018 no ano anterior. Na última década, a redução acumulada chega a 85%.
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Outro destaque é a baixa letalidade policial. O Distrito Federal registrou 15 mortes por intervenção legal em 2025, a menor taxa do país, refletindo políticas voltadas à capacitação contínua, uso progressivo da força e respeito aos direitos humanos.
Para o subsecretário de Gestão da Informação, George Couto, a análise estratégica dos dados permite direcionar melhor as ações de segurança, com foco em áreas críticas e impacto direto na sensação de segurança da população.
