Cercas reforçam proteção ambiental e segurança em parques ecológicos do DF

Para aumentar a proteção das áreas verdes e garantir a segurança dos frequentadores dos parques, o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu cerca de R$ 4,9 milhões em obras de cercamento de seis unidades de conservação administradas pelo Instituto Brasília Ambiental. A iniciativa visa reforçar a proteção ambiental, melhorar o controle de acesso e reduzir problemas como invasões, descarte irregular de lixo, vandalismo e depredação.

Cercamento integra as ações de proteção das unidades de conservação administradas pelo Instituto Brasília Ambiental | Fotos: Tony Oliveira/

“Estamos realizando esse trabalho em diferentes regiões do Distrito Federal para reforçar a preservação desses espaços e também a segurança da população que utiliza os parques”,

afirmou Gutemberg Gomes, presidente do Instituto Brasília Ambiental.

As intervenções abrangem os parques ecológicos do Gama, Lago Norte, Veredinha, Asa Sul e Saburo Onoyama, além da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) do Bosque. O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, explicou que o cercamento faz parte das ações de proteção das unidades de conservação administradas pelo órgão, que atualmente conta com 84 áreas no Distrito Federal, sendo 34 parques ecológicos.

“O cercamento faz parte da proteção da unidade de conservação. Estamos realizando esse trabalho em diferentes regiões do Distrito Federal para reforçar a preservação desses espaços e também a segurança da população que utiliza os parques”,

afirmou.

Os cercamentos estão sendo executados pela Terracap e pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER-DF), que buscam empresas por meio de processos licitatórios. Os contratos possuem garantias. Além disso, o Brasília Ambiental mantém um contrato vigente de manutenção, que não se restringe apenas às cercas. O presidente da instituição acrescentou que os modelos adotados variam conforme as características de cada área e podem incluir cercas, alambrados, gradis e mourões com arame.

A major Talita Soares, porta-voz da Polícia Militar do DF, afirma que as cercas facilitam o monitoramento e o policiamento preventivo.

Integridade visual

As estruturas seguem critérios técnicos, ambientais, urbanísticos e arquitetônicos definidos pelo órgão e preservam a integração visual dos parques com o entorno, em alguns casos delimitando a unidade para que a fauna evite áreas de risco. Atualmente, também estão em processo de cercamento o Parque Boca da Mata e o Parque Distrital Recanto das Emas.

Entre as vantagens das novas estruturas, destacam-se a maior dificuldade de o espaço ser alvo de vandalismo e furto, menor necessidade de manutenção e durabilidade estimada de aproximadamente 20 anos. No caso de alambrados e mourões com arame, a durabilidade média é de dez a 15 anos, dependendo do material, do ambiente e da ocorrência de depredação. Além da proteção ambiental, a iniciativa tem reflexos na segurança pública. De acordo com a major Talita Soares, a delimitação dos espaços facilita o monitoramento e o policiamento preventivo.

“A cerca é de grande relevância para a segurança pública porque ajuda no controle de acesso e no policiamento preventivo. Com uma restrição melhor dos acessos, conseguimos coibir práticas ilícitas e tornar o monitoramento mais eficiente em uma área extensa como essa”,

observou.

A major ressaltou ainda a diferença que a cerca faz para as famílias que frequentam o espaço:

“O parque é um ambiente convidativo para toda a família, então as que trazem idosos, crianças ou pessoas que exigem uma atenção diferenciada ficam muito mais à vontade para se deslocar em um ambiente que já está com essa proteção da barreira física, que diminui os pontos vulneráveis”.

O engenheiro florestal Ariel de Andrade, 54, frequentador assíduo do Parque Ecológico Asa Sul, acredita que a nova estrutura contribuirá para a preservação e para a sensação de segurança.

“Eu frequento o parque há bastante tempo, corro aqui quase todo dia e considero muito importante o novo cercamento, porque traz mais segurança para os usuários, ajuda a evitar vandalismo e dá mais proteção para todos que utilizam o espaço. Até na questão de cachorros soltos, por ficar próximo à pista, o cercamento pode ajudar a evitar algum incidente”,

observou.

A aposentada Lenilda Santiago Soares, 66, moradora da Vila Telebrasília, próxima ao Parque Ecológico da Asa Sul, avalia que a mudança beneficia quem circula pela região:

“É muito bom. A gente passa aqui sempre, e a cerca traz uma segurança maior até para o próprio parque”.

Fonte: Agência Brasília

Redação
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