Celina Leão ordena ocupação imediata do Centro Administrativo do DF para diminuir despesas com aluguel

Nesta segunda-feira (1º), o Governo do Distrito Federal (GDF) iniciou o processo de ocupação do Centro Administrativo do DF (CADF), localizado em Taguatinga. A medida, determinada pela governadora Celina Leão, visa reduzir gastos com aluguéis e otimizar a estrutura da administração pública.

“Nós estamos dando um passo importante para reduzir gastos com aluguel no GDF. Hoje já temos a possibilidade concreta de ocupar esse espaço. A orientação é que as secretarias que hoje utilizam recursos públicos com aluguel sejam as primeiras a se instalar”, afirmou a chefe do Executivo.

Celina Leão destacou que o espaço foi construído com esse propósito e está estruturalmente bem preservado, necessitando ser valorizado.

“Além da economia de recursos públicos, a ocupação traz vida e dinamismo ao local”,

completou. A governadora também mencionou que o gabinete será transferido, junto com outras áreas estratégicas, e que o planejamento é para ocupar 100% do CADF.

A expectativa do GDF é ocupar gradualmente os 182 mil metros quadrados do espaço, distribuídos em 16 edifícios, concentrando órgãos estratégicos que atualmente operam em prédios alugados em diferentes regiões do Distrito Federal. A primeira pasta a iniciar a mudança será a Secretaria de Obras e Infraestrutura (SODF), que já está preparando a transferência para o complexo.

“Nós vamos iniciar a alocação nos prédios do Centro Administrativo e será responsável por conduzir todas as intervenções necessárias para receber as demais secretarias. O detalhamento das ações já começou, em conjunto com a Secretaria de Economia, e também será feito com a Casa Civil, que vai coordenar a destinação dos prédios e definir quais áreas serão ocupadas por cada órgão do governo”,

explicou o secretário de Obras, Valter Casimiro.

Atualmente, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) já realiza serviços de recuperação do paisagismo, incluindo a manutenção dos gramados e a limpeza das calçadas, em parceria com o Serviço de Limpeza Urbana (SLU). A manutenção dos elevadores também foi acionada, por meio da Secretaria de Economia. Paralelamente, a Secretaria de Obras está levantando as principais demandas estruturais, como impermeabilização de lajes e recuperação de calçadas e calhas, entre outras intervenções necessárias para viabilizar a ocupação.

“De imediato, a expectativa é que mais de 150 servidores da própria Secretaria de Obras passem a ocupar o espaço. Em seguida, as demais secretarias serão transferidas, cada uma com seu contingente, conforme o planejamento definido”,

complementou o secretário de Obras.

A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do DF (Seduh) também deve participar do processo de mudança para o Centro Administrativo.

“A governadora convocou alguns secretários para conhecer o local, com o objetivo de avaliarmos a situação do empreendimento, especialmente das pastas que hoje funcionam em imóveis alugados. No nosso caso, o contrato está próximo do vencimento, e a orientação foi renovar apenas pelo período necessário para viabilizar a mudança o quanto antes. A partir dessa determinação, vamos iniciar um levantamento das necessidades para a transferência da equipe. Com isso, poderemos estruturar o processo de mudança e levar os servidores para o Centro Administrativo”,

afirmou o secretário da Seduh, Marcelo Vaz.

Entre as secretarias prioritárias para a ocupação estão a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, a Casa Civil, a Casa Militar e a Secretaria de Governo. O CADF foi construído há pouco mais de 10 anos para se tornar o principal centro administrativo do governo distrital, reunindo diversas secretarias e órgãos em um único espaço. No entanto, apesar de ter sido entregue em 2014, nunca foi totalmente ocupado. O empreendimento enfrentou uma longa trajetória marcada por entraves jurídicos, questionamentos contratuais e disputas judiciais envolvendo os custos da obra e pagamentos pendentes. Durante anos, o espaço permaneceu subutilizado enquanto o governo discutia soluções legais e financeiras para viabilizar sua ocupação definitiva.

Além da redução de custos, a ocupação do CADF também deve impulsionar a movimentação econômica de Taguatinga, aumentando o fluxo de servidores, visitantes e serviços no entorno do complexo administrativo. O governo está elaborando um cronograma escalonado de mudanças para garantir que a transição ocorra sem prejuízos ao atendimento da população.

“Essa mudança representa uma nova lógica de gestão: menos desperdício, mais planejamento e mais investimento onde realmente importa, que é o atendimento ao cidadão”,

acrescentou o secretário de Economia, Valdivino de Oliveira.

Segundo Valdivino, o GDF ainda contabiliza os ganhos da medida.

“A governadora vai organizar a logística dessa transição para não termos prejuízos. Tudo está sendo feito com muita responsabilidade e cautela”,

concluiu.

Fonte: Agência Brasília

Redação
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