O Gama está prestes a inaugurar um reforço histórico na rede de saúde mental. O Governo do Distrito Federal (GDF) finaliza a construção do novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) da região, que será do tipo III — o modelo mais completo — e funcionará 24 horas por dia, inclusive sábados, domingos e feriados. O investimento total é de R$ 3,5 milhões.
A unidade vai atender adultos a partir dos 18 anos com transtornos mentais graves e persistentes, incluindo crises que exigem acolhimento imediato. O Caps contará com leitos para estabilização clínica e apoio contínuo, evitando deslocamentos longos e garantindo que moradores do Gama encontrem atendimento perto de casa.
Estrutura completa e acolhedora
Com área edificada de 740 m², instalada em um terreno de 3,5 mil m², o prédio já está com infraestrutura essencial concluída, incluindo redes de água, energia, gás e telecomunicações.
O projeto inclui salas individuais e coletivas, espaços para atividades terapêuticas, farmácia, refeitório, ambientes externos integrados, acessibilidade plena e áreas específicas para homens e mulheres.
“Ampliar a rede com novas unidades é honrar o compromisso de dar mais acesso à saúde mental”, afirmou a subsecretária de Saúde Mental da SES-DF, Fernanda Falcomer.
Atendimento próximo e humanizado
A chegada do Caps do Gama encerra uma lacuna histórica da região. Atualmente, muitas famílias precisam se deslocar até o Riacho Fundo em busca de atendimento. Para o diretor do Hospital Regional do Gama, Ruber Gomes, a mudança é transformadora.
“Agora, a população será acolhida na própria região, sem precisar viajar para conseguir atendimento”, destacou.
A diretora da Região Sul, Loiane Cabral, reforça que o espaço foi desenhado para acolher. “É uma estrutura com característica residencial, jardins e áreas de convivência. Isso favorece o tratamento e reduz custos para famílias que, muitas vezes, não conseguem arcar com o transporte.”
Equipe multidisciplinar e expansão da rede
Quando entrar em operação, o Caps terá equipe formada por psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, assistentes sociais e outros profissionais.
O DF conta hoje com 18 centros psicossociais em diferentes modalidades e, com o Gama, a rede se fortalece ainda mais.
Depois do fim das obras, o GDF iniciará contratação de pessoal e definição dos fluxos de cuidado.
