Ataques a ônibus da Urbi no DF deixam feridos e levam PCDF a montar força-tarefa especial

Uma sequência de atos violentos contra ônibus do transporte público mobilizou as forças de segurança do Distrito Federal e levou a Polícia Civil do Distrito Federal a criar uma força-tarefa exclusiva para apurar os crimes. As ocorrências foram registradas na noite de quinta-feira e atingiram veículos da empresa Urbi que circulavam normalmente com passageiros.

O balanço parcial aponta 57 ônibus danificados e sete pessoas feridas, todas com lesões leves provocadas por estilhaços. Os ataques aconteceram de forma quase simultânea em diferentes pontos do DF, o que levantou a suspeita de uma ação organizada.

Durante as investigações iniciais, a polícia constatou que os coletivos foram atingidos por objetos arremessados contra os vidros, como pedras e bolinhas de gude, enquanto estavam em circulação. As ocorrências se espalharam por regiões como Núcleo Bandeirante, Samambaia, Taguatinga, Recanto das Emas e Ceilândia, além de trechos da via Epia.

Diante da gravidade dos fatos, equipes de diversas delegacias passaram a atuar de forma integrada. Segundo a PCDF, o objetivo é identificar rapidamente os envolvidos e responsabilizá-los criminalmente, diante do risco imposto a passageiros, motoristas e demais trabalhadores do sistema.

Uma das linhas de apuração considera a possibilidade de retaliação ligada a conflitos internos, após demissões recentes na empresa. O secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, afirmou que há indícios de que os ataques não ocorreram de forma isolada e podem ter contado com incentivo de um grupo dissidente ligado ao sindicato da categoria. Para auxiliar nas investigações, a Urbi entregou à polícia imagens das câmeras internas dos ônibus e registros de GPS, que permitem mapear com precisão os locais e horários dos ataques.

Como resposta imediata, a Polícia Militar do Distrito Federal reforçou o policiamento preventivo nas imediações das garagens da empresa, principalmente nas unidades do Recanto das Emas e de Samambaia. A ação ocorre em articulação com a Secretaria de Segurança Pública do DF.

A Polícia Civil pede apoio da população. Informações que possam ajudar na identificação dos responsáveis podem ser repassadas de forma anônima pelo telefone 197. As investigações seguem em curso e novas medidas não estão descartadas. Até o momento, 10 ônibus permanecem fora de circulação para manutenção.

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