Neste domingo, 1º de junho, a fisiculturista brasiliense Maria do Socorro da Silva, a “Socorrinho”, volta aos palcos para iniciar mais uma temporada de competições. Aos 67 anos, ela disputará o XVII Campeonato Brasiliense de Fisiculturismo, às 13h, no auditório da Universidade Paulista (Unip), na 913 Sul, na categoria Women’s Physique.
A estreia marca o começo de uma jornada ambiciosa que pode levar a atleta novamente ao cenário internacional, com passagens previstas pelo Campeonato Brasileiro em julho e o Campeonato Mundial, em novembro, na China.
A trajetória de Socorrinho no fisiculturismo nasceu da dor: em 2008, após a morte do filho, ela encontrou no esporte um caminho de superação. “Comecei sem orientação, só para aliviar a alma”, relembra. Desde então, transformou a dor em força e construiu uma carreira sólida: oito títulos brasiliense, três brasileiros e medalhas em torneios sul-americanos e mundiais.
No ano passado, ela chamou atenção no Campeonato Mundial de Fisiculturismo e Fitness da IFBB, em Santa Susanna, na Espanha, sendo a única competidora com mais de 50 anos em sua categoria e conquistando um 4º lugar inédito.
“Me senti valorizada. Foi um sonho fora da minha idade, das minhas finanças. Só pode ter sido um milagre”, resume.
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Rotina implacável
Chefe da Ouvidoria da Novacap, Socorrinho encaixa treinos intensos e dieta rigorosa entre os compromissos do trabalho. Caminha às 5h, cumpre expediente, treina musculação à noite e ainda ensaia coreografias. “O curioso é que sempre na semana do campeonato o trabalho aperta. Mas eu coloco leveza para que tudo flua”, conta.
Nesta fase final de preparação, a dieta inclui tilápia e arroz a cada três horas, além de controle hídrico para entrar no palco com o físico ajustado. “Vou mais densa, porque o corpo muda a cada competição. O importante é manter o foco.”
Espelho para gerações
Presidente da IFBB-DF, Patrícia Helena afirma que Socorrinho inspira todas as faixas etárias: “Ela é a prova de que o esporte é para todos, inclusive para quem está na melhor idade. Longevidade e qualidade de vida estão diretamente ligadas à musculação”.
A federação aposta no exemplo da atleta para ampliar a participação feminina e de pessoas com mais de 50 anos nos campeonatos. “A história dela já motivou muitas mulheres a começarem”, reforça Patrícia.
Mais do que fisiculturismo, um recado à vida
“Quando começar, seja a que tempo for, nunca olhe para os anos que ficaram para trás. Enxergue quantos anos podem ser somados à sua vida depois do esporte.” Essa é a filosofia que Socorrinho leva aos palcos — e à vida.
Com disciplina, fé e coragem, ela mostra que a idade não é limite, é combustível. E, para quem assiste de fora, Maria do Socorro da Silva já venceu muito mais do que campeonatos: ela venceu a dor, o tempo e o medo — e hoje representa a força feminina que não se dobra aos ponteiros do relógio.
Repórter Capital com informações da Agência Brasília
