Pedidos já constam na Justiça Eleitoral no último dia para registros; candidaturas passam pela análise do TRE-DF e situação jurídica de José Roberto Arruda deve ser um dos pontos de atenção
O Distrito Federal tem 10 candidaturas registradas para a disputa pelo Palácio do Buriti nas eleições de 2026. Os pedidos já constam no sistema da Justiça Eleitoral neste sábado (15), último dia para a formalização das candidaturas.
Celina Leão (PP) e Paula Belmonte (PSDB) foram as duas últimas a registrar suas candidaturas, completando, até o momento, o grupo de dez nomes na corrida pelo Governo do Distrito Federal.
O prazo legal para apresentação dos pedidos termina às 19h deste sábado. A partir deste domingo (16), começa oficialmente a propaganda eleitoral, abrindo uma nova etapa da corrida pelo comando do GDF.
O registro, porém, não significa que todas as candidaturas estejam definitivamente aprovadas. Os pedidos passam pela análise da Justiça Eleitoral, que verifica documentação, condições de elegibilidade e eventuais causas de inelegibilidade.
Veja os 10 candidatos registrados ao Governo do DF
Até este sábado, aparecem no sistema da Justiça Eleitoral:
- GDF realiza ação de acolhimento a pessoas em situação de rua em oito pontos do Plano Piloto neste fim de semana
- Desemprego cai a 6,5% no DF e rendimento médio é o maior do Brasil
- Prazo para registro de candidatos no DF termina neste sábado e define quadro da eleição
- PMDF apreende cerca de 300 kg de maconha escondidos em carga de madeira na Ponte Alta
- Incêndio destrói caminhão na EPIA Norte; três ocupantes escapam sem ferimentos
- Celina Leão (PP) — número 11;
- José Roberto Arruda (PSD) — número 55;
- Ricardo Cappelli (PSB) — número 40;
- Leandro Grass (PT) — número 13;
- Paula Belmonte (PSDB) — número 45;
- Kiko Caputo (Novo) — número 30;
- Elisson Ferreira Freire (Agir) — número 36;
- Expedito Mendonça (PCO) — número 29;
- Professor Robson (PSTU) — número 16;
- Professora Samara Mineiro (UP) — número 80.
A lista consolida um cenário diversificado para a eleição do Distrito Federal, reunindo a atual governadora, um ex-governador, ex-parlamentares e representantes de diferentes campos políticos.
Celina entra na disputa com ampla aliança partidária
Candidata à reeleição, Celina Leão concorre com o número 11 pela coligação Propósito e Ação.
Conforme os dados apresentados à Justiça Eleitoral, a aliança reúne Republicanos, MDB, Podemos, PL, DC, Mobiliza, Democrata, Federação Renovação Solidária e Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP.
A composição dá à governadora um amplo arco de apoio partidário para o início da campanha.
Celina chega à disputa podendo apresentar os resultados da atual administração como um dos principais ativos eleitorais. A campanha também deverá colocar frente a frente o balanço das políticas públicas do GDF e as propostas apresentadas pelos adversários para os próximos quatro anos.
Arruda retorna à corrida pelo Palácio do Buriti
Outro nome no quadro eleitoral é o ex-governador José Roberto Arruda, que concorre pelo PSD, com o número 55.
A candidatura integra a coligação Resgatar Brasília, formada por PSD e Avante.
O retorno de Arruda à disputa pelo Buriti acrescenta também um componente jurídico à eleição.
O pedido de registro apresentado à Justiça Eleitoral ainda precisa ser analisado, e a situação de elegibilidade do ex-governador deverá receber atenção especial durante essa etapa.
Registro não é o mesmo que candidatura deferida
A apresentação de um pedido à Justiça Eleitoral permite que o candidato passe a constar no sistema eleitoral, mas isso não significa, por si só, que o registro esteja definitivamente aprovado.
A Justiça Eleitoral verifica o cumprimento das condições de elegibilidade e analisa se existe alguma causa legal que impeça a candidatura.
Os registros podem aparecer no sistema em diferentes situações, como “aguardando julgamento” ou “deferido”, conforme o andamento de cada processo.
Nas consultas realizadas a partir dos dados apresentados neste sábado, vários candidatos ao Governo do DF ainda apareciam aguardando julgamento. Professor Robson (PSTU), por exemplo, já constava com a candidatura deferida.
Por isso, o quadro eleitoral poderá ter novos desdobramentos à medida que o TRE-DF avance na análise dos processos.
Situação de Arruda coloca Ficha Limpa no radar
Entre os pedidos apresentados, a situação de José Roberto Arruda tende a ser uma das mais acompanhadas.
O ex-governador sustenta que reúne atualmente as condições necessárias para disputar as eleições. A definição sobre o registro, entretanto, caberá à Justiça Eleitoral.
O caso está relacionado a uma discussão jurídica que envolve condenações anteriores, os respectivos períodos de inelegibilidade e as regras estabelecidas pela Lei da Ficha Limpa.
A legislação sobre inelegibilidades passou por alterações em 2025. Parte dessas mudanças chegou ao Supremo Tribunal Federal e tornou a discussão sobre a duração e a contagem dos períodos de inelegibilidade um tema relevante para as eleições deste ano.
Isso não significa, entretanto, que seja possível antecipar o resultado do pedido de Arruda.
Neste momento, o dado objetivo é que a candidatura foi registrada e será submetida à análise da Justiça Eleitoral, assim como os demais pedidos que ainda não tenham sido definitivamente julgados.
Eventuais impugnações e recursos também podem fazer parte desse processo.
Justiça Eleitoral tem calendário para analisar registros
O julgamento das candidaturas ocorre dentro de um cronograma próprio da eleição.
O calendário eleitoral estabelece 14 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno, como a data até a qual todos os pedidos de registro, inclusive os impugnados e os respectivos recursos, deverão estar julgados pelas instâncias ordinárias, com as decisões publicadas.
Isso não significa necessariamente que toda discussão judicial esteja definitivamente encerrada nessa data, uma vez que determinados casos ainda podem envolver recursos às instâncias superiores.
Até lá, a situação dos registros deverá ser atualizada à medida que o TRE-DF analisar cada processo.
Disputa reúne diferentes forças políticas
Além de Celina e Arruda, a eleição terá nomes conhecidos do cenário político brasiliense.
Leandro Grass (PT) concorre com o número 13 pela coligação DF do Povo, formada pelo PDT, Federação Brasil da Esperança e Federação PSOL-Rede.
Paula Belmonte disputa pelo PSDB, com o número 45, pela Federação PSDB Cidadania.
Ricardo Cappelli, pelo PSB, concorre com o número 40.
Também estão registrados Kiko Caputo, pelo Novo; Elisson Ferreira Freire, pelo Agir; Expedito Mendonça, pelo PCO; Professor Robson, pelo PSTU; e Professora Samara Mineiro, pela Unidade Popular.
A presença de dez nomes coloca diferentes projetos políticos na disputa pelo comando do Executivo local.
Campanha começa neste domingo
Enquanto a Justiça Eleitoral analisa os registros, a disputa política entra em uma nova fase.
A partir deste domingo (16), estará permitida a propaganda eleitoral. Os candidatos poderão oficialmente pedir votos e intensificar as atividades de campanha nas ruas e nas plataformas digitais, observadas as regras da legislação.
Os dados apresentados à Justiça Eleitoral também estabelecem um limite de gastos de R$ 7.115.522,46 para cada candidatura ao Governo do DF no primeiro turno. Em eventual segundo turno, o teto adicional indicado é de R$ 3.557.761,23.
Assim, o fim de semana marca a transição entre duas etapas da eleição.
De um lado, dez candidaturas já foram apresentadas para disputar o Governo do Distrito Federal. De outro, começa neste domingo a corrida efetiva pelo voto, enquanto a Justiça Eleitoral segue analisando os registros que ainda dependem de decisão.
