TSE concede 24 horas para Meta fornecer informações sobre igualdade nas campanhas eleitorais

O ministro Marco Aurélio Buzzi, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), concedeu um prazo de 24 horas para que a empresa Meta, responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, comprove a adoção de medidas de isonomia na distribuição de posts políticos e na veiculação de anúncios de campanha, em meio ao segundo turno da corrida presidencial.

A decisão foi tomada após a Meta não cumprir um prazo inicial de 72 horas para apresentar as informações solicitadas.

Na semana passada, o TSE atendeu a um pedido da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, para que a Meta fosse obrigada a se explicar. A coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia Lula, apresentou dados indicando que a Meta estaria desfavorecendo conteúdos relacionados ao candidato e dando destaque ao campo adversário, o que configuraria uma infração à legislação eleitoral. Outra queixa refere-se a uma possível desigualdade no impulsionamento de anúncios pagos.

A campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro também protocolou uma reclamação semelhante no TSE.

Na última sexta-feira (16), o plenário do TSE manteve uma decisão anterior do ministro Bellizze, que ordenou à Meta o tratamento isonômico imediato das campanhas em suas plataformas. A multa diária por descumprimento, caso a empresa não demonstre a adoção de medidas que garantam a exposição igualitária das campanhas, foi estipulada em R$ 500 mil.

Nesta segunda (19), Bellizze proferiu uma nova decisão, determinando o envio das informações em 24 horas e elevou a multa para R$ 1 milhão. O ministro elencou os seguintes pontos a serem esclarecidos:

  • Como funcionam os sistemas de recomendação de posts nas plataformas;
  • Dados sobre o alcance dos anúncios das duas candidaturas que disputam o segundo turno;
  • Apresentação de investigações sobre possíveis redes de perfis inautênticos;
  • Informações sobre conteúdos que deveriam receber identificação por terem sido produzidos ou alterados sinteticamente.

Após a denúncia do PT sobre as falhas, a Meta declarou que a recomendação de candidatos foi proibida, conforme determinação do TSE. A plataforma também informou que tomou medidas adicionais para restringir as recomendações.

“Em cumprimento às regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, afirmou a empresa.

Fonte: Agência Brasil

Redação
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