Morre Chiaki Ishii, primeiro medalhista olímpico do judô brasileiro
Publicado em 16/10/2026 – 17:47
Rio de Janeiro
Primeiro medalhista olímpico e mundial do judô brasileiro, Chiaki Ishii faleceu nesta sexta-feira (16), aos 85 anos. A causa da morte não foi divulgada. Ishii fez história no esporte nacional ao conquistar a medalha de bronze na Olimpíada de Munique (1972), um ano após garantir o primeiro pódio para o Brasil no Mundial de Ludwigshafen – na época, Alemanha Ocidental – também com bronze.
“Hoje, o judô brasileiro se despede de uma de suas maiores referências. Chiaki Ishii foi um pioneiro que acreditou no potencial do Brasil e ajudou a mostrar ao mundo a força da nossa modalidade. Sua história não está apenas nas medalhas que conquistou, mas também nos atletas que formou, nos ensinamentos que compartilhou e no caminho que abriu para tantas gerações. Sua contribuição jamais será esquecida. Que sua memória permaneça viva em nosso esporte e continue inspirando todos aqueles que vestem um judogi”, disse Paulo Wanderley, presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).
Nascido em Ashikaga (Japão), Chiaki Ishii chegou ao Brasil em 1964, aos 22 anos, em busca de novas oportunidades, após perder a seletiva de judô para os Jogos Olímpicos daquele ano. Ele trabalhou como agricultor em uma colônia japonesa em Presidente Prudente (SP), mas logo retornou aos tatames. Em 1969, Chiaki Ishii optou por se naturalizar brasileiro e, dois anos depois, conquistou o bronze no Mundial de Ludwigshafen, a primeira medalha do Brasil na competição.
- Eleições: eleitores que não compareceram ao primeiro turno podem votar no segundo turno
- Rádio Nacional transmite partida entre Fluminense e Santos pelo Brasileirão
- Libertadores Feminina: Cruzeiro supera a altitude e conquista vitória na estreia
- Mirassol supera Internacional e complica situação da equipe no Brasileirão
- Bahia derrota São Paulo nas quartas de final da Copa do Brasil Feminina
Além do pódio mundial e olímpico, Ishii foi quatro vezes campeão em Jogos Pan-Americanos. Em nota oficial, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) destacou a trajetória de Chiaki Ishii mesmo após sua aposentadoria como atleta.
“Seu legado, porém, vai muito além dos resultados como atleta. Na academia que manteve na Lapa, em São Paulo, Ishii formou e influenciou judocas que levaram adiante sua contribuição para a modalidade”, disse a entidade. “Neste momento de profunda tristeza, o COB expressa suas sinceras condolências aos familiares, amigos, alunos e a toda a comunidade do judô”, concluiu.
Membro do Hall da Fama do COB, o pioneiro do judô nacional também contribuiu para a formação de novos talentos que se destacaram como medalhistas olímpicos, como Walter Carmona e Rafael Silva, o Baby. Chiaki Ishii serviu de inspiração para suas filhas, Tânia Chie Ishii e Vânia Yukie Ishii, que também seguiram no judô e representaram o país nos Jogos de Barcelona 1992, Sydney 2000 e Atenas 2004.
Em 2023, Chiaki Ishii foi agraciado com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, concedido a atletas brasileiros que se destacaram e construíram um legado consistente. Pela sua história vitoriosa, Chiaki Ishii foi reconhecido com a graduação de Kodansha 9º Dan – condecoração de Ordem ao Mérito da CBJ -, a maior honraria do judô nacional.
Fonte: Agência Brasil
