Vídeo antigo de PMs com falsa acusação sobre urnas do DF volta a circular, alerta Justiça Eleitoral

Gravação é das eleições de 2018 e afirmava que urnas já teriam votos antes do início da votação; caso foi investigado e fraude não foi comprovada

Às vésperas das Eleições 2026, um vídeo antigo envolvendo dois policiais militares e uma acusação enganosa de irregularidade em urnas eletrônicas do Distrito Federal voltou a circular nas redes sociais.

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) emitiu novo alerta sobre o conteúdo nesta sexta-feira (2) e reforçou que o episódio ocorreu nas eleições de 2018, foi investigado à época e não resultou na comprovação de qualquer fraude.

Na gravação, dois policiais militares afirmavam que urnas utilizadas no primeiro turno das eleições de 2018 já teriam votos registrados antes mesmo do início da votação.

A acusação ganhou repercussão nas redes sociais naquele período, mas as verificações realizadas pelas instituições responsáveis descartaram a suposta irregularidade.

O que aconteceu em 2018

O episódio ocorreu na região do Guará, pertencente à 9ª Zona Eleitoral.

Segundo a checagem da Justiça Eleitoral, a denúncia partiu de uma interpretação equivocada feita por um colaborador contratado pelo TRE-DF. A apuração concluiu que houve desconhecimento técnico sobre o funcionamento do equipamento.

Dois policiais militares gravaram o vídeo em frente à sede da Polícia Federal, em Brasília, onde acompanhavam o depoimento do homem responsável pela denúncia.

A Polícia Federal ouviu o relato, mas não encontrou comprovação da suposta fraude.

O caso também foi acompanhado pelo Ministério Público, que, segundo o TRE-DF, concluiu pela inexistência de fraude.

Zerésima não apresentou alteração

Um dos elementos utilizados para esclarecer o episódio foi a chamada zerésima.

O documento é emitido pela urna eletrônica antes do início da votação e serve para demonstrar que não existem votos previamente registrados no equipamento.

De acordo com a apuração divulgada pela Justiça Eleitoral, tanto a zerésima quanto o Boletim de Urna da seção envolvida no episódio foram emitidos normalmente, sem alterações.

O Boletim de Urna, por sua vez, é o documento impresso ao término da votação com os resultados registrados naquela seção eleitoral.

Na checagem sobre o caso, a Justiça Eleitoral informa que a então presidente do TRE-DF, desembargadora Carmelita Brasil, explicou em coletiva realizada em outubro de 2018 que a situação decorreu de um mal-entendido envolvendo os policiais e o autor da denúncia.

À época, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que a Corregedoria da corporação apuraria a conduta dos dois agentes. Também foi requisitada a instauração de inquérito pelo Ministério Público Eleitoral para apurar a atuação dos policiais.

Caso voltou a circular em 2026

Oito anos depois, o conteúdo voltou a aparecer nas redes sociais durante o período eleitoral de 2026.

Em alerta divulgado em 2 de outubro, o TRE-DF chamou atenção para a reutilização do episódio e reiterou que a denúncia já havia sido investigada e esclarecida.

A Justiça Eleitoral também mantém a plataforma Fato ou Boato, que reúne checagens e esclarecimentos sobre conteúdos relacionados às eleições que circulam em redes sociais e aplicativos de mensagens.

A orientação é observar a data de publicação de vídeos e mensagens, verificar o contexto original do conteúdo e consultar fontes oficiais antes de compartilhar informações relacionadas ao processo eleitoral.

No caso do vídeo envolvendo os policiais militares do DF, o fato é antigo: ocorreu em 2018. A acusação de que as urnas já continham votos antes do início da votação foi investigada e não houve comprovação de fraude.

Redação
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