Brasileiro Feminino: Corinthians e São Paulo mantêm domínio paulista na final
São Paulo, 26 de setembro de 2026 – A final da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol, entre Corinthians e São Paulo, mantém um cenário que se mostra desde a primeira edição, em 2013.
Além de todas as decisões terem contado com pelo menos um clube paulista, esta é a nona em que ambas as equipes são do estado.
O clássico, conhecido pelo apelido Majestoso, terá o primeiro jogo neste sábado (26), às 16h30 (horário de Brasília), na Neo Química Arena. A TV Brasil exibirá a partida ao vivo, com início da transmissão às 16h10. O jogo de volta ocorrerá no sábado (3), no mesmo horário, mas no Morumbi. A emissora da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) também transmitirá essa partida.
O Corinthians, maior campeão com sete títulos – os seis últimos consecutivos – chega à decisão pelo décimo ano seguido. As Brabas acumulam 11 participações e não foram à final do Brasileirão apenas em 2016, na primeira temporada, quando foram eliminadas na segunda fase. Naquela ocasião, o time competia como Corinthians/Audax, devido à parceria com o clube de Osasco (SP).
Por sua vez, o São Paulo está em sua segunda final de Brasileirão. Em 2024, as Soberanas decidiram o título justamente contra o Corinthians, que levou a melhor ao vencer os dois jogos do confronto: 3 a 1 no Morumbi e 2 a 0 na Neo Química Arena. A equipe, que estreou na elite em 2020, ficou outras quatro vezes entre as quatro primeiras colocadas (2020, 2022, 2023 e 2025).
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Finais majestosas
A final de 2024 não foi a única na história do confronto entre Corinthians e São Paulo no futebol feminino. A decisão deste ano será a quinta envolvendo os rivais por três competições diferentes.
A vantagem é das alvinegras. Além do Brasileirão, elas foram campeãs paulistas em cima das rivais em 2019 e 2021.
No ano seguinte à perda do título nacional para as Brabas, o tricolor deu o troco na Supercopa do Brasil. Ao contrário da edição masculina, a feminina contava, na ocasião, com oito clubes que jogaram em sistema eliminatório até a final. Após empate sem gols no Morumbi, as Soberanas venceram por 4 a 3 nos pênaltis e conquistaram a taça na última decisão entre os rivais.
Das jogadoras que estiveram em campo na decisão do Brasileirão de dois anos atrás, sete estão do lado corintiano, sendo que seis defendendo o Timão: a goleira Nicole, a zagueira Érika, a volante Duda Sampaio, a meia Gabi Zanotti e as atacantes Vic Albuquerque e Jaqueline – a lateral Tamires ficou fora das finais devido a uma lesão no tornozelo direito. A atacante Ariel Godoi, que estava no São Paulo e fez gol no jogo de ida, hoje defende as Brabas.
Do atual elenco tricolor, a goleira Carlinha, a lateral Bia Menezes, a volante Robinha, as meias Aline Milene, Camilinha e Duda Serrana e a atacante Isa entraram em campo na decisão de 2024. O técnico também é o mesmo: Thiago Viana – no Corinthians, Lucas Piccinato saiu e o time é comandado por Emily Lima.
Times prováveis
Neste sábado, Emily não contará com Thaís Regina. A zagueira foi expulsa na vitória por 1 a 0 sobre o Bahia, na última segunda-feira (21), na Neo Química Arena, pelas semifinais. Como Érika é dúvida, devido a um desconforto no joelho esquerdo, a argentina Agustina Barroso – que passou boa parte da temporada tratando uma lesão na panturrilha esquerda e ainda não atuou no ano – pode ser uma opção.
A provável escalação das Brabas terá Nicole; Érika (Agustina Barroso), Thaís Ferreira e Duda Mineira; Gi Fernandes, Duda Sampaio, Vic Albuquerque, Gabi Zanotti e Tamires; Jhonson e Belén Aquino.
No São Paulo, Thiago Viana tem força máxima à disposição e deve repetir a escalação da vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo, no sábado passado (19), no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP), que garantiu a classificação à decisão. O triunfo assegurou às Soberanas a melhor campanha geral e o direito de jogarem em casa a partida de volta da final.
O Tricolor deve ir a campo com Carlinha; Bruna Calderan, Tayla, Carol Gil e Bia Menezes; Robinha, Aline Milene e Karla Alves; Vi Amaral, Isa e Serrana.
Fonte: Agência Brasil
