O projeto para ampliar o Metrô-DF em direção ao Gama, Santa Maria e outras regiões do Distrito Federal ganhou um novo capítulo nesta semana. A governadora Celina Leão (PP) afirmou, nesta segunda-feira (7/9), que o estudo de viabilidade técnica para a nova linha está pronto para ser divulgado e apresentou resultado positivo.
O traçado citado pela governadora prevê atender Candangolândia, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II, Recanto das Emas, Gama e Santa Maria, ampliando o transporte sobre trilhos para regiões que atualmente estão fora da malha metroviária.
A declaração foi feita durante agenda no Riacho Fundo I. Segundo Celina, o estudo técnico foi contratado anteriormente e o resultado abre caminho para que o projeto avance para as próximas etapas.
“Essa talvez seja a maior obra que a gente pode deixar para essa região da cidade, mobilidade sobre trilhos”, afirmou.
Celina também informou que o Governo do Distrito Federal já mantém conversas com organismos internacionais em busca de financiamento para viabilizar a expansão.
Projeto pode beneficiar seis regiões do DF
A proposta da chamada Linha 2 do Metrô-DF não surgiu agora. A expansão para a região sul já vinha sendo estudada pelo governo e havia sido apresentada anteriormente por Celina.
Em agosto, a governadora já havia informado que o estudo de viabilidade estava concluído e apontava resultado positivo para a implantação da linha, com previsão de atender Gama, Santa Maria e os Riachos Fundos.
A novidade apresentada nesta segunda-feira é que Celina voltou a detalhar o projeto, afirmou que o estudo está pronto para ser divulgado e citou o conjunto de regiões que poderá ser atendido: Candangolândia, Riacho Fundo I e II, Recanto das Emas, Gama e Santa Maria.
A expansão levaria o transporte sobre trilhos a uma área do Distrito Federal que atualmente depende principalmente de ônibus para os deslocamentos por transporte coletivo.
GDF busca recursos internacionais
Um dos principais desafios para transformar o planejamento em obra é o financiamento.
Celina afirmou que já existem conversas com organismos internacionais porque um empreendimento metroviário dessa dimensão dificilmente seria financiado apenas com recursos próprios do Distrito Federal.
“Você não financia metrô com recurso próprio, é sempre com recurso externo. A gente faz financiamento há muitos anos, igual foi feito a primeira vez no metrô”, declarou.
A governadora já havia estimado anteriormente em cerca de R$ 13 bilhões o custo da Linha 2.
A busca por financiamento internacional, portanto, será uma etapa decisiva para que o projeto avance.
Estudo positivo ainda não significa início das obras
Apesar do avanço anunciado pela governadora, a nova linha ainda não está em construção.
O resultado positivo do estudo de viabilidade indica que o projeto pode seguir adiante, mas ainda serão necessárias outras etapas técnicas, ambientais e financeiras antes da execução.
Também não foi anunciada uma data para o início das obras.
A apresentação pública do estudo será importante para detalhar questões como extensão da linha, localização das estações, estimativa de passageiros, custos e modelo de implantação.
Expansão do metrô já estava nos planos
O projeto da Linha 2 vem sendo desenvolvido desde antes da atual campanha eleitoral. Em setembro de 2025, foi autorizada a elaboração do estudo de viabilidade para uma nova ligação metroviária em direção à região sul do Distrito Federal.
Desde então, a proposta passou a integrar as discussões sobre a expansão da rede.
Paralelamente, o Metrô-DF trabalha em outras frentes de ampliação e modernização do sistema, incluindo expansões nos ramais de Samambaia e Ceilândia e o processo para aquisição de 15 novos trens.
BRT também pode atender Riacho Fundo
Durante a agenda desta segunda-feira, Celina também falou sobre a ampliação do BRT para Riacho Fundo I e II, com passagem por Samambaia.
A proposta é aumentar as opções de transporte coletivo e criar novas possibilidades de integração entre os diferentes sistemas.
A expansão da Linha 2, caso todas as etapas sejam concluídas e o financiamento seja viabilizado, poderá representar uma mudança importante na mobilidade da região sul do DF ao aproximar Gama, Santa Maria, Recanto das Emas e os Riachos Fundos da rede de transporte sobre trilhos.
