Michelle Bolsonaro lidera levantamento Real Time Big Data, mas disputa pela segunda cadeira permanece aberta; Bia Kicis ganha força quando eleitor indica o segundo voto
A disputa pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado começa a apresentar um cenário mais fragmentado. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (19) coloca Michelle Bolsonaro (PL) na liderança, mas mostra Leila do Vôlei (PDT), Bia Kicis (PL) e Erika Kokay (PT) em um bloco competitivo pelas cadeiras em disputa.
No resultado consolidado dos dois votos para senador, Michelle aparece com 25%, seguida por Leila, com 17%. Logo depois estão Bia Kicis e Erika Kokay, ambas com 15%.
O desenho chama atenção porque, nas eleições de 2026, cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado. Por isso, a análise separada do primeiro e do segundo voto ajuda a revelar movimentos que não aparecem com a mesma clareza no resultado geral.
Michelle abre vantagem no primeiro voto
Quando o eleitor é questionado sobre sua primeira escolha para o Senado, Michelle aparece com vantagem.
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A ex-primeira-dama registra 35% das intenções de primeiro voto. Leila do Vôlei vem em seguida, com 21%, enquanto Erika Kokay alcança 14% e Bia Kicis aparece com 12%.
O resultado coloca Michelle em posição de destaque na largada, mas também revela uma divisão importante entre candidaturas que disputam segmentos semelhantes do eleitorado.
Michelle e Bia, ambas do PL, aparecem entre os principais nomes da corrida, o que faz com que a força eleitoral do partido esteja distribuída entre duas candidaturas.
Ao mesmo tempo, Leila ocupa a segunda posição no primeiro voto e Erika mantém presença competitiva.
Bia cresce no segundo voto
O cenário muda quando a pesquisa pergunta pela segunda escolha do eleitor.
Bia Kicis passa de 12% no primeiro voto para 18% no segundo e assume numericamente a liderança nessa modalidade.
Michelle e Erika aparecem com 16% cada, enquanto Leila registra 14%.
A diferença entre os dois cenários é um dos dados mais interessantes do levantamento. Bia apresenta desempenho mais forte como segunda opção, enquanto Leila tem resultado superior quando o eleitor aponta sua primeira escolha.
Isso reforça a necessidade de observar a corrida pelas duas vagas de maneira diferente de uma eleição para cargo único.
Leila e Erika entram na disputa em meio à divisão
A presença de Michelle e Bia entre as candidaturas competitivas cria uma configuração particular no campo da direita.
Michelle concentra a maior parcela do primeiro voto, enquanto Bia ganha força na segunda escolha. Fora desse campo político, Leila e Erika aparecem competitivas em diferentes combinações do voto.
Leila registra 21% no primeiro voto e 14% no segundo. Erika apresenta um desempenho mais equilibrado: 14% no primeiro e 16% no segundo.
Os números indicam uma disputa ainda aberta pela composição das duas escolhas do eleitor, sem permitir projetar, neste momento, quais candidatos ficarão com as vagas.
Duas escolhas tornam disputa mais imprevisível
A eleição para o Senado terá uma dinâmica diferente da registrada em 2022.
Em 2026, serão renovados dois terços da Casa, o que significa que o Distrito Federal escolherá dois senadores. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes.
Esse modelo aumenta a importância do chamado segundo voto.
Um candidato pode não liderar a primeira escolha, mas aparecer com força suficiente na segunda para permanecer competitivo na soma das preferências.
É justamente o que a pesquisa começa a revelar no caso de Bia Kicis. Ao mesmo tempo, Leila e Erika aparecem em posições que mantêm aberta a disputa pelas duas cadeiras.
Michelle larga na frente. Mas, abaixo dela, a corrida pelo Senado no Distrito Federal ainda tem um pelotão bastante competitivo.
A pesquisa Real Time Big Data ouviu 1.600 eleitores entre 14 e 18 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF-07849/2026.
