O mercado de trabalho do Distrito Federal alcançou dois resultados de destaque no segundo trimestre de 2026. A taxa de desemprego caiu para 6,5%, o menor nível da série histórica, enquanto o rendimento médio mensal dos trabalhadores chegou a R$ 6.171, o maior entre todas as unidades da Federação.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No segundo trimestre, o Distrito Federal tinha 1,57 milhão de pessoas ocupadas. O nível de ocupação — percentual de pessoas trabalhando entre aquelas com 14 anos ou mais — ficou em 62,8%.
Já o número de pessoas desocupadas foi estimado em 109 mil, uma redução de 25,4% em relação ao mesmo trimestre de 2025.
Em um ano, a taxa de desemprego recuou 2,2 pontos percentuais, chegando aos atuais 6,5% e estabelecendo o menor resultado da série.
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Setor privado concentra quase metade dos empregos
Dos 1,57 milhão de trabalhadores ocupados no Distrito Federal, 779 mil estavam empregados no setor privado, o equivalente a 49,7% do total.
Na sequência aparecem os empregados do setor público, com 338 mil pessoas (21,6%), e os trabalhadores por conta própria, que somavam 282 mil (18%).
Os números também mostram forte presença do emprego formal no setor privado. Dos 779 mil empregados, 581 mil tinham carteira de trabalho assinada, correspondendo a 74,6%.
Entre os trabalhadores por conta própria, porém, ainda predomina a informalidade: dos 282 mil ocupados nessa modalidade, 184 mil, ou 65,2%, não possuíam CNPJ.
DF tem segunda menor informalidade do Brasil
Outro indicador coloca o Distrito Federal entre os melhores resultados nacionais.
A taxa de informalidade ficou em 28,7%, correspondente a aproximadamente 450 mil trabalhadores. É a segunda menor taxa entre todas as unidades da Federação, atrás apenas de Santa Catarina, com 25,4%.
Entre os trabalhadores informais do DF, os maiores grupos são os empregados do setor privado sem carteira assinada, com 197 mil pessoas, e os trabalhadores por conta própria sem CNPJ, com 184 mil.
Também houve avanço na formalização do trabalho doméstico. O DF possuía 33 mil trabalhadores domésticos com carteira assinada no segundo trimestre, número 40,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Rendimento médio chega a R$ 6.171
Além do recorde no emprego, o Distrito Federal permanece na primeira colocação nacional quando o assunto é rendimento do trabalho.
O rendimento médio mensal real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 6.171, o maior entre as unidades da Federação.
Apesar da liderança nacional, o levantamento aponta um sinal de atenção: o rendimento apresentou queda de 9,5% em relação ao primeiro trimestre de 2026.
O resultado mostra que a melhora do mercado de trabalho não ocorreu de maneira uniforme em todos os indicadores. Enquanto o desemprego atingiu o menor patamar da série e a informalidade permaneceu entre as menores do país, houve redução da renda na comparação trimestral.
Mais de 1,5 milhão de pessoas trabalhando
A distribuição dos trabalhadores também ajuda a mostrar o perfil do mercado de trabalho brasiliense.
O maior contingente, de 448 mil trabalhadores, está no grupo que reúne administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais.
Em seguida aparecem informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com 388 mil ocupados. Comércio e reparação de veículos somam outros 249 mil trabalhadores.
O levantamento contabilizou ainda 16 mil pessoas desalentadas no Distrito Federal. São pessoas que gostariam de trabalhar, mas deixaram de procurar emprego por fatores como dificuldade para encontrar uma vaga adequada, falta de experiência ou qualificação e ausência de oportunidades.
O conjunto dos indicadores coloca o Distrito Federal em posição de destaque no mercado de trabalho nacional: menor desemprego de sua série histórica, segunda menor informalidade do Brasil e maior rendimento médio do país.
Fonte: IBGE — Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) trimestral.
