O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de investigação contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Dino acatou o pedido da Polícia Federal (PF) para investigar a suposta atuação de um grupo de pessoas que estaria envolvido em negócios ilícitos com órgãos do governo federal. Os detalhes da investigação permanecem em segredo de Justiça e não foram divulgados.
Além disso, o ministro decidiu abrir um inquérito para apurar o vazamento de informações sigilosas sobre as investigações, em resposta a um pedido feito pela defesa de Lulinha.
Com essa decisão, já são três os inquéritos abertos contra Lulinha na PF. O primeiro investiga um suposto tráfico de influência que teria ocorrido no Ministério da Saúde, envolvendo uma empresa do setor de cannabis medicinal que buscava firmar contratos com a pasta. Essa empresa está ligada ao empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e a investigação não está relacionada a descontos ilegais de benefícios.
O segundo inquérito investiga possíveis ilegalidades na Dataprev, estatal responsável pela centralização dos dados de aposentadorias.
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Defesa
Em nota, os advogados Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho afirmaram que receberam a notícia da abertura do novo inquérito com “absoluta serenidade”. Eles acrescentaram que terão a oportunidade de esclarecer qualquer dúvida sobre as atividades pessoais e profissionais de Lulinha.
“Ele comprovará, ao final, que não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade, assim como fez no inquérito das fraudes do INSS, em relação ao qual esperamos um já tardio arquivamento”, afirmou a defesa.
Os advogados também solicitaram “providências enérgicas” contra “vazamentos reiterados, seletivos e criminosos”.
“Temos denunciado a instrumentalização de setores da Polícia Federal a serviço de interesses políticos e eleitorais, em prejuízo da imparcialidade e legalidade que deveriam reger procedimentos criminais”, completaram.
Fonte: Agência Brasil
