O motorista de 21 anos preso após atropelar e matar uma mulher de 58 anos no Setor Habitacional Arapoanga, em Planaltina, na manhã desta terça-feira (2/6), não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e admitiu ter consumido maconha e o medicamento Rohypnol antes de dirigir.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o condutor do Chevrolet Prisma branco perdeu o controle da direção, invadiu a ciclovia e atingiu a pedestre, que morreu no local.
Policiais militares que atenderam a ocorrência identificaram sinais evidentes de alteração da capacidade psicomotora do motorista. Durante a abordagem, ele confessou ter feito uso de maconha e do medicamento de tarja preta antes de assumir o volante.
Embora tenha se recusado a realizar o teste do etilômetro, os militares registraram um Auto de Constatação de Alteração da Capacidade Psicomotora, documento utilizado para comprovar sinais de comprometimento da capacidade de dirigir.
Durante buscas no interior do veículo, os agentes encontraram dois comprimidos de Rohypnol e uma porção de substância com características semelhantes à maconha. Todo o material foi apreendido e será submetido à perícia.
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A passageira que estava no carro sofreu ferimentos em decorrência do acidente e passou por exames periciais.
Segundo a PCDF, levantamentos realizados após a prisão também apontaram que o motorista já possuía antecedentes e havia sido citado em outros procedimentos policiais relacionados a infrações penais anteriores.
Diante da gravidade do caso e do histórico do investigado, a prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva.
O motorista poderá responder pelos crimes de homicídio culposo na direção de veículo automotor sob influência de substância psicoativa, lesão corporal culposa na direção de veículo e condução de veículo sem habilitação gerando perigo de dano. Somadas, as penas previstas para os delitos podem ultrapassar dez anos de reclusão.
Atropelamento aconteceu no Arapoanga
O acidente foi registrado por volta das 6h30 desta terça-feira (2), no Setor Habitacional Arapoanga, em Planaltina. Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foram acionadas para prestar socorro, mas a vítima já apresentava sinais incompatíveis com a vida quando os militares chegaram ao local.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) ficou responsável pelo isolamento da área, enquanto a Polícia Civil assumiu a investigação para esclarecer as circunstâncias do atropelamento.
