Comissão da Câmara aprova projeto que proíbe mutilações estéticas e amplia proteção aos pets

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria normas nacionais de proteção e bem-estar para animais de estimação, estabelece a Política Nacional de Guarda Responsável de Animais de Estimação (PNGRA) e amplia as regras de combate aos maus-tratos.

O texto aprovado reúne duas propostas e reconhece oficialmente a senciência dos animais, ou seja, a capacidade de sentir dor, prazer e emoções. A medida garante direitos básicos aos pets, como acesso à alimentação adequada, água potável, abrigo seguro e tratamento livre de crueldade.

Entre os principais pontos da proposta está a proibição de mutilações realizadas apenas por motivos estéticos. O projeto classifica como maus-tratos procedimentos como corte de cauda (caudectomia), corte de orelhas para deixá-las eretas (conchectomia), remoção das cordas vocais para impedir latidos (cordectomia) e retirada definitiva das garras de gatos (desungulação).

A proposta também proíbe a eliminação de cães e gatos como forma de controle populacional, priorizando políticas públicas voltadas à esterilização e à adoção responsável.

Além disso, o projeto cria a Política Nacional de Guarda Responsável, baseada em ações de registro e identificação dos animais, controle reprodutivo, campanhas educativas, incentivo à adoção e combate ao abandono. O Cadastro Nacional de Animais Domésticos, conhecido como SinPatinhas, passa a integrar oficialmente essa política.

Entre as obrigações dos tutores estão garantir alimentação, vacinação, acompanhamento veterinário e o registro dos animais. O texto também proíbe manter pets acorrentados de forma permanente, em ambientes inadequados ou submetidos a castigos físicos.

Para clínicas veterinárias, pet shops, hotéis e creches para animais, o projeto prevê exigências como licenciamento municipal, responsabilidade técnica e comunicação obrigatória de suspeitas de maus-tratos às autoridades competentes.

A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Para entrar em vigor, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Com informações da Agência Câmara de Notícias

Redação
Redação
A Redação do Repórter Capital é o perfil editorial utilizado para a publicação de conteúdos informativos e de utilidade pública. As matérias assinadas por este usuário seguem a linha jornalística do portal, com foco em Brasília e no Distrito Federal, priorizando informações relevantes, atualizadas e de interesse direto da população.

CONTINUE LENDO

- PUBLICIDADE -

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

- PUBLICIDADE -