Reeducandas recebem orientações sobre assédio, violência de gênero e canais de denúncia

A Comissão Especial de Combate e Prevenção ao Assédio do GDF promoveu palestras voltadas para a prevenção e o enfrentamento ao assédio, na tarde desta quarta-feira (25). O evento foi destinado a mulheres reeducandas que atuam no GDF. A ação teve o objetivo de conscientizar, mostrar os canais de apoio, alguns mecanismos de defesa e como identificar possíveis situações de assédio ou de violência. A presidente da comissão, Michelle Heringer, mostrou os tipos de assédio e destacou a importância de as mulheres poderem identificar essas situações no ambiente de trabalho:

“A violência pode vir em forma de assédio moral e assédio sexual. No caso do assédio moral, são situações que trazem constrangimento, humilhação, exposição, algo que seja pejorativo e isso vai minando esse senso de pertencimento. E no assédio sexual tudo que tenha um cunho sexual, uma fala, um toque indesejado.”

O evento mostrou a importância do uso das informações, da educação e de canais oficiais de denúncia no combate à violência de gênero. A promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos, Adalgiza Maria de Medeiros, destacou que as informações, a educação e os canais oficiais de denúncia são essenciais para o combate à violência.

“Infelizmente, em razão de a violência contra a mulher ainda ser naturalizada e normalizada na sociedade, é fundamental garantir a informação, ensinar à mulher quais são as formas de violência para, eventualmente, ela perceber se está em alguma dessas situações,”

complementou a coordenadora Adalgiza Maria de Medeiros. A promotora de Justiça e ouvidora da mulher, Mariana Nunes, do MPDFT, mostrou alguns mecanismos de defesa, como medidas protetivas e o dispositivo Viva Flor, que são formas de proteção para as mulheres que vivem sofrendo ameaças e perseguição do agressor e, com esses programas, conseguem ficar em segurança.

“É muito importante que as mulheres conheçam os seus direitos para, a partir daí, buscar ajuda. A mensagem que fica clara é que a mulher não tem que suportar violência, seja no âmbito doméstico, seja no âmbito do trabalho, seja nas ruas,”

finalizou a ouvidora Mariana Nunes.

Canais de denúncia

O Governo do Distrito Federal lançou o gdfsemassedio.df.gov.br, canal que dispõe de informativos sobre prevenção e combate ao assédio na administração pública. Além disso, os canais de denúncia são via ouvidoria, pelo participa.df.gov.br, no telefone 162 ou presencialmente em qualquer ouvidoria de qualquer órgão. Não precisa ser a ouvidoria do órgão onde se trabalha. Já no Ministério Público do DF e Territórios, os canais de denúncia são via ouvidoria das mulheres, pelo mpdft.mp.br/ouvidoria, no telefone 127, pelo e-mail ouvidoriadasmulheres@mpdft.mp.br e por meio do atendimento presencial na sede do MPDFT.

Fonte: Agência Brasília

Redação
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