A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou uma operação contra a comercialização clandestina de substâncias injetáveis utilizadas para emagrecimento e fins estéticos no Distrito Federal. A ação foi conduzida pela 8ª Delegacia de Polícia, por meio da Seção de Repressão às Drogas (SRD), e resultou na prisão em flagrante de cinco pessoas.
Segundo a investigação, os produtos eram distribuídos de forma irregular e sem registro adequado nos órgãos de vigilância sanitária, incluindo medicamentos e compostos utilizados em tratamentos para emagrecimento, estética e performance física.
As apurações começaram após policiais receberem informações de que substâncias ilícitas estavam sendo enviadas da Rodoviária Interestadual de Brasília para o estado de Minas Gerais.
Durante a investigação, os agentes interceptaram uma encomenda suspeita no terminal rodoviário e conseguiram identificar uma das envolvidas no esquema. A mulher foi presa nas proximidades de um shopping no Guará portando diversos produtos da mesma natureza.
A partir das diligências, a polícia identificou outra mulher responsável pela distribuição das substâncias, localizada e presa na própria rodoviária interestadual.
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As investigações também apontaram o envolvimento de um administrador de hotel em Taguatinga, suspeito de utilizar o estabelecimento comercial como base para armazenamento e distribuição dos produtos ilegais. Segundo a PCDF, uma funcionária auxiliava no recebimento, separação e envio das mercadorias por motoboys e motoristas de aplicativo.
Ao todo, cinco pessoas foram autuadas pelo crime de importação, venda, exposição à venda, depósito e distribuição de produto sem registro no órgão de vigilância sanitária.
Durante a operação, os policiais apreenderam diversas substâncias injetáveis, entre elas:
- Tirzepatida;
- Retatrutide;
- Ghk-Cu;
- Tesamorelin;
- Somatropina;
- Durateston;
- Masteron;
- Deca Durabolin;
- peptídeos e outros compostos.
Também foram apreendidas seringas, soluções para aplicação, maquininhas de cartão, aparelhos celulares e cinco veículos ligados aos investigados.
Segundo a Polícia Civil, parte dos materiais possuía embalagens estrangeiras, ausência de identificação adequada e inscrições como “research use only” (“apenas para uso em pesquisa”), indicando possível irregularidade na comercialização.
A corporação informou que a investigação segue em andamento para identificar fornecedores, compradores, origem das substâncias e possíveis ramificações interestaduais do esquema.
