A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), a Operação Sem Refino, que investiga um conglomerado econômico do setor de combustíveis suspeito de utilizar estruturas societárias e financeiras para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e envio ilegal de recursos ao exterior.
Segundo a PF, as investigações apontam possíveis fraudes fiscais, inconsistências na operação de uma refinaria ligada ao grupo e movimentações financeiras consideradas suspeitas.
Mandados foram cumpridos em três unidades da federação
Ao todo, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.
As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal.
A Justiça também determinou a inclusão do nome de um dos investigados na lista de Difusão Vermelha da INTERPOL, mecanismo utilizado para localização e prisão internacional de foragidos.
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Justiça suspende empresas e bloqueia bilhões em ativos
Além das buscas, a decisão judicial determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 52 bilhões em ativos financeiros ligados aos investigados.
Também foi determinada a suspensão das atividades econômicas das empresas alvo da operação.
De acordo com a Polícia Federal, a investigação integra as apurações conduzidas no âmbito da ADPF 635/RJ, que trata da atuação de organizações criminosas e possíveis conexões com agentes públicos no estado do Rio de Janeiro.
A operação contou com apoio técnico da Receita Federal do Brasil.
