DF monitora 3 casos suspeitos de hantavirus após primeira morte pela doença no Brasil em 2026

Depois de três anos sem registros de hantavirose no Distrito Federal, a confirmação da primeira morte pela doença no Brasil em 2026 acendeu alerta entre autoridades de saúde e especialistas. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou que monitora atualmente três casos suspeitos da doença na capital.

Segundo a pasta, duas pessoas em observação residem no DF e uma em outra unidade da Federação. Todos os pacientes apresentaram sintomas no mês de abril e seguem em investigação clínica, epidemiológica e laboratorial.

A morte confirmada ocorreu em Minas Gerais e foi o primeiro óbito registrado pela doença no país neste ano.

Brasil já registrou 860 casos desde 2013

Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2013 e maio de 2026, o Brasil contabilizou 860 casos de hantavirose e 341 mortes.

Somente em 2026, sete casos foram confirmados:

  • um em Minas Gerais;
  • um no Paraná;
  • um em Santa Catarina;
  • dois no Rio Grande do Sul;
  • e dois sem identificação oficial da localidade.

No Distrito Federal, foram registrados 20 casos da doença entre 2013 e 2026, com 14 mortes no período.

O que é hantavirose?

A hantavirose é uma doença viral transmitida principalmente por roedores silvestres. A contaminação humana ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes em fezes, urina ou saliva secas dos animais.

Apesar de rara, a doença possui alta taxa de letalidade e pode evoluir rapidamente para quadros graves de insuficiência respiratória.

Segundo especialistas, os principais locais de risco são:

  • galpões;
  • depósitos;
  • paióis;
  • casas fechadas;
  • terrenos com vegetação;
  • e áreas rurais.

Sintomas podem evoluir rapidamente

Os sintomas iniciais costumam ser parecidos com os de uma gripe forte:

  • febre;
  • dor no corpo;
  • dor de cabeça;
  • náuseas;
  • vômitos;
  • e mal-estar.

Nos casos graves, o paciente pode apresentar:

  • falta de ar;
  • queda de pressão;
  • taquicardia;
  • sangramentos;
  • redução do volume urinário;
  • e necessidade de internação em UTI.

Especialistas alertam que o agravamento pode ocorrer de forma rápida, exigindo atendimento médico imediato.

Não existe vacina contra hantavirose

Atualmente, não há vacina nem antiviral específico para a doença. O tratamento é baseado em suporte clínico, hidratação, oxigenação e assistência hospitalar intensiva nos casos mais graves.

As autoridades de saúde orientam:

  • evitar contato com fezes e urina de roedores;
  • manter terrenos limpos;
  • armazenar alimentos corretamente;
  • e ventilar ambientes fechados antes da limpeza.

Especialistas descartam risco de pandemia

Apesar do alerta, especialistas afirmam que a hantavirose não possui potencial para provocar uma pandemia nos moldes da COVID-19.

Isso porque o vírus não apresenta transmissão sustentada entre pessoas no cenário epidemiológico brasileiro.

Ainda assim, epidemiologistas reforçam preocupação com a elevada taxa de mortalidade individual da doença e alertam para fatores ambientais, como mudanças climáticas e alterações no uso do solo, que podem aumentar o risco de exposição humana aos roedores silvestres.

Redação
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