A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) realizou, nos dias 11 e 12 de maio, a 11ª edição do programa formativo Promotores de Segurança Cidadã. O evento, que ocorreu no Centro Cultural de Planaltina, reuniu estudantes dos anos finais do ensino fundamental e do ensino médio da rede pública de ensino, com uma programação voltada para o fortalecimento do protagonismo juvenil, a prevenção à violência e a promoção de uma cultura de paz no ambiente escolar. A ação faz parte do eixo Escola Mais Segura, do programa DF Mais Seguro – Segurança Integral, e reforça a estratégia do Governo do Distrito Federal (GDF) de atuar de forma preventiva e integrada na proteção de crianças, adolescentes e jovens, por meio do fortalecimento dos vínculos comunitários e da promoção de ambientes escolares mais seguros, acolhedores e inclusivos.
Durante os dois dias de atividades, os estudantes participaram de palestras, oficinas, dinâmicas interativas e apresentações culturais conduzidas por profissionais das forças de segurança e instituições parceiras. Entre os temas abordados estiveram bullying, cyberbullying, saúde emocional, prevenção à violência contra crianças e adolescentes, valorização da vida, cidadania, convivência respeitosa e mediação de conflitos.
Para o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, iniciativas voltadas à juventude representam uma estratégia estruturante dentro da política de segurança pública do Distrito Federal.
“Segurança pública também se constrói com educação, prevenção e fortalecimento de vínculos sociais. Quando o Estado se aproxima dos estudantes, promove o diálogo e cria espaços de participação, amplia a capacidade de proteção das comunidades escolares e atua diretamente na redução de vulnerabilidades. O Promotores de Segurança Cidadã reforça exatamente essa lógica de integração e prevenção que orienta o programa DF Mais Seguro – Segurança Integral”,
destaca.
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A secretária-executiva institucional e de Políticas de Segurança Pública interina, Regilene Siqueira, ressalta o impacto social da iniciativa no fortalecimento da cidadania entre os jovens.
“O programa contribui para aproximar os estudantes das instituições públicas e fortalecer o sentimento de pertencimento e responsabilidade coletiva. É uma ação de base, construída a partir do diálogo, da escuta e do incentivo à convivência respeitosa, estimulando que os jovens se reconheçam como agentes de transformação social”,
afirma.
A professora Sabrina Câmara, do Centro Educacional Dona América Guimarães, em Planaltina, destacou a importância da abordagem adotada durante a programação.
“As palestras despertaram o senso crítico dos estudantes de uma forma muito acessível e participativa. Os adolescentes precisam de espaços de diálogo que consigam realmente envolvê-los, e foi exatamente isso que aconteceu aqui. A palestra sobre bullying me tocou muito, porque ainda é uma realidade presente nas escolas e pode gerar consequências graves, como evasão escolar, desmotivação e sofrimento emocional”,
avaliou. A docente também ressaltou o caráter educativo das apresentações culturais e atividades práticas desenvolvidas durante o evento.
“O teatro foi muito envolvente e trouxe ensinamentos importantes de forma leve e dinâmica”,
completou.
Entre os estudantes, a programação também provocou reflexões importantes sobre temas relacionados à proteção de mulheres e ao enfrentamento da violência.
“Foi tudo muito importante e enriquecedor. Um dos assuntos que mais me tocou foi a violência contra a mulher, porque é uma realidade muito delicada e que precisa ser debatida. Nenhuma mulher deveria sofrer violência ou perder a vida apenas por ser mulher. São temas difíceis, mas necessários para conscientizar os jovens e construir uma sociedade melhor”,
relatou Sofia Rodrigues.
Fonte: Agência Brasília
