Uma doença silenciosa, que se agrava ao longo dos anos e pode levar a graves complicações, como acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio e problemas renais. Assim é a hipertensão arterial, doença crônica que afeta cerca de 45% dos brasileiros, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Por este motivo, em 26 de abril, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial destaca a importância do diagnóstico precoce e do tratamento da doença. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) tem na rede de 183 unidades básicas de saúde (UBSs) a principal porta de entrada para o serviço. Em cada UBS, a equipe multidisciplinar está preparada para avaliar a situação dos pacientes. Também há a entrega de medicamentos de uso contínuo, além de acompanhamento para mudanças de estilo de vida, como perda de peso, adoção de uma rotina de exercícios físicos e combate ao tabagismo.
Profissionais realizam o acolhimento de pacientes nos centros especializados, com foco em melhorar os resultados no tratamento da hipertensão.
Atenção integral
Dependendo do quadro clínico, o paciente é encaminhado a um centro especializado. É o caso do Centro de Referência em Atendimento a Diabetes e Hipertensão (Crahd), inaugurado em 2025, que conta com uma equipe especializada de médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, farmacêutico, serviço social, psicólogo e nutricionista.
“O nosso centro de referência atende pacientes de alto e muito alto risco. A equipe se reúne, discute o caso e entrega um plano de cuidados”, explica a enfermeira Daianne Mota, gestora do cuidado aos pacientes do Crahd.
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Ela explica que a abordagem é ampla: os servidores buscam compreender a realidade da vida do paciente para indicar os planos de cuidado, muitas vezes envolvendo parentes.
“Quando o paciente chega aqui e vê todos esses profissionais disponíveis, ele se sente especial. Isso também gera uma cumplicidade”, afirma a enfermeira.
Em paralelo, o acompanhamento continua na UBS.
Um dos pacientes atendidos é o produtor cultural Márcio Sarmento, 52 anos. Ele elogia o acolhimento e cobra mais atenção de si mesmo.
“Os profissionais são bacanas. Acho que o principal é o paciente querer aderir ao tratamento, mas a gente falha ainda”.
No Crahd, ele elogia o fato de também ter acesso ao tratamento da diabetes e por vários profissionais se preocuparem com a saúde dele de maneira integral.
O produtor cultural Márcio Sarmento é paciente do Centro de Referência em Atendimento a Diabetes e Hipertensão (Crahd), inaugurado em 2025, na área central de Ceilândia.
No Distrito Federal, dados da Secretaria de Saúde mostram a queda das internações por hipertensão arterial. Em 2024, foram 429 internações, frente a 376 em 2025.
Centros especializados
Além do Crahd, a SES-DF conta com outros três centros especializados: o Centro Especializado em Diabetes, Hipertensão e Insuficiência Cardíaca (Cedhic), no Guará; o Centro de Atenção ao Diabetes e Hipertensão Adulto (Cadh), no Paranoá; e o Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão Arterial (Cedoh), no Plano Piloto. O acesso a esses serviços especializados ocorre por meio do Complexo Regulador em Saúde do Distrito Federal. Já as unidades de pronto atendimento (UPAs) e os hospitais acolhem pacientes em casos agudos.
Fonte: Agência Brasília
