As delegacias do Distrito Federal passaram por transformações significativas que vão além da modernização da estrutura física. Ao visitar uma unidade da Polícia Civil, a população agora encontra instalações contemporâneas, atendimento reservado e maior segurança. Essas melhorias, conforme explica o delegado-geral adjunto Saulo Lopes, são essenciais para o acolhimento da comunidade. “As novas delegacias separam as áreas de atendimento, custódia e trabalho interno. Contam com espaços específicos para a Polícia Militar e têm ambientes voltados ao acolhimento de mulheres e crianças vítimas de violência, com salas reservadas e estrutura adequada para um atendimento mais sensível”, afirma o delegado-geral.
Essas inovações são fruto de um investimento total de R$ 78,1 milhões realizado entre 2019 e 2025. Dentre as obras, destaca-se a construção do novo Instituto Médico Legal (IML), localizado no Plano Piloto, que recebeu cerca de R$ 47,4 milhões. “Além da estrutura moderna, o principal ganho foi a humanização do atendimento. Antes, havia uma única entrada para vítimas, autores de crimes e familiares. Hoje, os acessos são separados, garantindo mais segurança e respeito às pessoas”, complementa Lopes.
No mesmo período, foi inaugurada a 35ª Delegacia de Polícia, em Sobradinho II, construída com um investimento de R$ 10,5 milhões. Outras seis delegacias passaram por reformas: a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam I), na Asa Sul; a 17ª DP, em Taguatinga Norte; a 9ª DP, no Lago Norte; a 10ª DP, no Lago Sul; o posto policial do aeroporto; e a Divisão de Operações Aéreas (DOA/Depate). “A Polícia Civil tem hoje 31 delegacias espalhadas pelo DF, além de unidades especializadas, que ampliam a capacidade de atendimento e aproximam a polícia da comunidade”, destaca o delegado-geral.
Os recursos também possibilitaram a criação da Deam II e do IML em Ceilândia, ambos localizados ao lado da 15ª DP. Além disso, foram estabelecidos três Núcleos de Atendimento à Mulher (Nuiam) — na 29ª DP, no Riacho Fundo; na 38ª DP, em Vicente Pires; e na 11ª DP, no Núcleo Bandeirante —, além da requalificação do Instituto de Pesquisa de DNA Forense (IPDNA). “Outro avanço importante é a delegacia eletrônica, que permite o registro de ocorrências pela internet. O DF foi pioneiro no registro de casos de violência doméstica online, com a solicitação de medidas protetivas, sem que a vítima precise sair de casa”, ressalta Lopes.
O delegado-geral também enfatiza as melhorias no Complexo Regional da Ceilândia, com a criação da Deam II e do IML na região: “A descentralização dos serviços facilitou o acesso da população, que antes precisava se deslocar até a área central de Brasília. Isso representa um avanço importante, especialmente para regiões com grande número de moradores”.
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Segundo Lopes, há obras em andamento para este ano. “Já foi assinada a ordem de serviço, pelo governador Ibaneis Rocha, para a construção da nova sede da 12ª DP, em Taguatinga, com investimento superior a R$ 15 milhões. Também estamos em fase de contratação de uma nova sede para a Divisão de Operações Especiais, com valor semelhante, e de uma nova policlínica, com investimento estimado em R$ 34 milhões, no Complexo da Polícia Civil, na Asa Sul”, detalha.
Além dos investimentos em infraestrutura, desde 2019, o DF voltou a contar com delegacias que funcionam 24 horas por dia, o que contribuiu para que Brasília fosse eleita, em 2024, a segunda capital mais segura do país, segundo o Atlas da Violência.
Fonte: Agência Brasília
