A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), registrou 0,33% em janeiro de 2026, mantendo o mesmo patamar observado em dezembro do ano anterior. O resultado, divulgado nesta terça-feira, 10 de fevereiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Rio de Janeiro, assegura que o índice permanece dentro da meta estabelecida pelo governo federal.
Os principais fatores que influenciaram o índice de janeiro foram os preços dos combustíveis e da energia elétrica. A gasolina exerceu a maior pressão de alta, contribuindo com 0,10 ponto percentual para o índice, enquanto a queda nos custos da energia elétrica representou um alívio de 0,11 ponto percentual no cálculo geral.
No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA atingiu 4,44%. Este valor mantém a inflação dentro do limite superior de tolerância estabelecido para a meta governamental, que visa a estabilidade de preços no país.
A meta de inflação
O Conselho Monetário Nacional (CMN) estabelece a meta de inflação em 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Isso significa que o intervalo aceitável para o IPCA varia de 1,5% a 4,5%. Desde novembro de 2025, o índice tem se mantido dentro desse limite.
Desde o início de 2025, a avaliação da meta considera os 12 meses imediatamente anteriores, e não apenas o resultado final de dezembro. A meta é considerada descumprida caso o intervalo de tolerância seja ultrapassado por seis meses consecutivos.
- Projeto na Câmara quer salário mínimo e cotas em estágios
- Vacina contra HPV no SUS: quase metade dos adolescentes não sabe se está protegido
- Senado aprova crime de “vicaricídio” com pena de até 40 anos; entenda o que muda
- Americanas pede fim da recuperação judicial após rombo bilionário e venda de ativos
- Violência no Rio impede quase 190 mil alunos de irem à escola, aponta estudo
Instituições financeiras consultadas pelo Boletim Focus do Banco Central projetam que o IPCA deverá encerrar o ano em 3,97%.
Sobre o IPCA
O IPCA tem como objetivo apurar o custo de vida para famílias com rendimentos que variam de um a 40 salários mínimos. Para isso, são coletados preços de um total de 377 subitens, abrangendo diversos produtos e serviços essenciais.
A coleta de preços que compõe o índice é realizada em diversas regiões do país, incluindo dez áreas metropolitanas – Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre – além das cidades de Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
