A Defesa Civil do estado de São Paulo retomou, no domingo (8), um gabinete de crise para coordenar ações diante da previsão de chuvas volumosas. A medida foi tomada após as projeções indicarem volumes pluviométricos superiores a 100 mm por dia, classificados como de perigo extremo.
O grupo reúne representantes de agências reguladoras, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, além de concessionárias de serviços essenciais como energia, água, gás e telefonia. O objetivo principal é otimizar e agilizar o atendimento a emergências nas cidades mais vulneráveis.
As precipitações se intensificaram nas últimas 24 horas, impulsionadas pela atuação de um sistema de baixa pressão no oceano, em conjunto com a Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). As regiões mais impactadas incluem a Faixa Leste, o Litoral e o Noroeste do estado.
Entre os maiores volumes registrados nas últimas 24 horas estão São Carlos, com 137 mm, Ubatuba (129 mm), Bertioga (126 mm), São Sebastião (119 mm), São José do Rio Preto (105 mm), Caraguatatuba (103 mm) e Elias Fausto (100 mm).
Esses acumulados são considerados excepcionalmente altos para um único dia. Em São Carlos, por exemplo, o volume corresponde a cerca de 80% da média histórica de chuva para todo o mês de fevereiro, o equivalente a aproximadamente 24 dias de precipitação. Ubatuba registrou 72,5% do total mensal, enquanto São José do Rio Preto acumulou o esperado para cerca de 15 dias de fevereiro.
As intensas chuvas provocaram alagamentos, deslizamentos de terra e quedas de barreiras em diversas localidades. Até o momento, 13 pessoas estão desalojadas e quatro desabrigadas. Não há registro de óbitos ou feridos em decorrência dos temporais.
Recomendações de segurança
A Defesa Civil reforça a importância da prevenção e orienta a população a adotar medidas de segurança durante o período chuvoso. Recomenda-se evitar áreas propensas a alagamentos, enxurradas e deslizamentos.
É crucial não atravessar ruas inundadas ou com forte correnteza. A população deve estar atenta a sinais de instabilidade do solo, como rachaduras, inclinação de árvores ou postes, e ruídos incomuns em encostas. Além disso, é fundamental acompanhar os alertas e as informações oficiais divulgadas pelo órgão, seja por telefone ou sirenes.
