Vídeo: Falsos policiais são presos após extorquir vítima do DF em mais de R$ 250 mil

Criminosos que se passavam por policiais civis da 8ª Delegacia de Polícia, na Estrutural (DF), foram presos na manhã desta quarta-feira (28), em São Paulo, durante a Operação Unmask. A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e cumpriu três mandados de prisão temporária, quatro de busca e apreensão e determinou o bloqueio de mais de R$ 250 mil ligados aos investigados.

Veja o vídeo da operação:

A investigação revelou um esquema de fraude psicológica sofisticada, em que as vítimas eram convencidas de que estavam envolvidas em investigações criminais inexistentes. No Distrito Federal, uma vítima teve prejuízo de R$ 254 mil. Outras vítimas foram identificadas principalmente no estado de São Paulo.

Durante as buscas, os policiais encontraram sete malas cheias de chips de telefone, que eram usados para fazer contatos sucessivos e ameaçadores contra as vítimas.

Como funcionava o golpe

Segundo a PCDF, os criminosos entravam em contato por telefone e aplicativos de mensagens se passando por agentes da 8ª DP. Usavam linguagem técnica, termos jurídicos e detalhes da rotina policial para dar aparência de legalidade à fraude.

As vítimas eram informadas de que estariam ligadas a uma suposta investigação criminal. A partir daí, começava um processo de pressão psicológica contínua, que podia durar dias. Os golpistas orientavam que a pessoa não procurasse advogados, familiares nem outros órgãos policiais, sob ameaça de prisão imediata ou agravamento da situação penal.

Transferências via Pix e ameaças constantes

Os valores eram exigidos sob o falso argumento de cumprimento de “medidas cautelares”. As vítimas eram induzidas a fazer transferências bancárias, principalmente via Pix, para contas indicadas pelos criminosos. As justificativas incluíam “regularização”, “garantia patrimonial” e “comprovação de colaboração com a investigação”.

Na prática, tratava-se de extorsões sucessivas. A cada pagamento, surgiam novas exigências financeiras, sempre acompanhadas de ameaças.

As apurações apontam que o dinheiro circulava por contas de pessoas físicas e jurídicas, o que indica uso de terceiros, empresas de fachada e possíveis mecanismos de lavagem de dinheiro. A análise de dados bancários e digitais mostrou ainda que o grupo atuava de forma organizada, com divisão de tarefas e uso sistemático de tecnologia.

Crimes investigados e alerta à população

A investigação apura, em tese, os crimes de extorsão, associação criminosa e lavagem de dinheiro. As diligências continuam para identificar outros integrantes do esquema e novas vítimas.

A Polícia Civil do Distrito Federal reforça que nenhuma unidade policial exige pagamentos ou transferências financeiras. Qualquer contato com esse tipo de abordagem deve ser comunicado imediatamente às autoridades.

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