A Polícia Civil de Goiás deflagrou, na segunda-feira (29), a Operação Ciclo Fechado, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em crimes patrimoniais contra o agronegócio. A ação ocorreu simultaneamente em Goiânia, Goianira, Rio Verde e Itumbiara.
A operação foi coordenada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais (DERCR), com apoio do Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais de Itumbiara (6ª DRP) e da Central de Flagrantes de Rio Verde (8ª DRP).
Mandados, prisões e bloqueio de R$ 2 milhões
Durante a ação, os policiais cumpriram três mandados de prisão temporária e seis mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens e bloqueio de valores que somam cerca de R$ 2 milhões. Os investigados atuavam de forma organizada nas quatro cidades alvos da operação.
Golpe envolvia furto e revenda dos mesmos equipamentos
As investigações, conduzidas no âmbito de um inquérito policial que apura furtos qualificados em Buriti Alegre, revelaram um modus operandi sofisticado. O grupo furtava equipamentos de agricultura de precisão, como monitores e antenas GPS, diretamente de propriedades rurais.
Com a retirada dos aparelhos, o produtor era obrigado a realizar reposição imediata para não comprometer a produção. Dias depois, integrantes da quadrilha, utilizando empresas de fachada e nomes falsos, ofereciam à mesma vítima a venda dos equipamentos de reposição.
A investigação comprovou que os itens “vendidos” eram, na verdade, os mesmos equipamentos furtados anteriormente, caracterizando um golpe duplo.
Criminosos furtavam novamente os aparelhos vendidos
Após a entrega dos equipamentos, os criminosos retornavam às propriedades, aproveitando-se do conhecimento adquirido sobre rotinas, acessos e sistemas de segurança. Em seguida, furtavam novamente os aparelhos recém-vendidos, ampliando o prejuízo ao produtor rural.
Emboscadas com promessa falsa de devolução
Além desse ciclo criminoso, o grupo também é investigado por atrair vítimas para emboscadas, sob a falsa promessa de devolver bens furtados mediante pagamento de “resgate”. Nessas situações, os criminosos praticavam roubos com emprego de arma de fogo.
Segundo a Polícia Civil, o prejuízo causado à principal vítima monitorada no inquérito ultrapassa R$ 1,9 milhão. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e possíveis novas vítimas.
