Adolescentes de ambos os sexos, com idade de até 19 anos, podem se vacinar contra o papilomavírus humano (HPV) no Distrito Federal até 30 de junho de 2026. A ampliação da faixa etária foi anunciada pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), que conta atualmente com cerca de 10 mil doses disponíveis em 100 pontos de vacinação espalhados pelo DF.
A vacina é aplicada em dose única e protege contra quatro tipos do vírus HPV — dois considerados de baixo risco e dois de alto risco. Os tipos de baixo risco estão associados a aproximadamente 90% das verrugas genitais, enquanto os de alto risco são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero, além de outros tipos de câncer, como os de pênis, boca, ânus e laringe.
O HPV é um vírus sexualmente transmissível que pode infectar a pele e as mucosas oral, genital e anal, atingindo homens e mulheres. Para o chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer da SES-DF, Gustavo Ribas, a vacinação é uma das estratégias mais eficazes de prevenção. “A vacinação é uma medida segura e eficaz para prevenir diversos tipos de câncer. É a oportunidade de proteção antes da exposição ao vírus, reforçando a prevenção em saúde pública”, destaca.
Ampliação busca aumentar cobertura vacinal no DF
Tradicionalmente, a vacina contra o HPV já é ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos e meninas de 9 a 14 anos. No entanto, desde março de 2025, o DF ampliou a vacinação para adolescentes de 15 a 19 anos, com o objetivo de alcançar quem não recebeu a imunização na idade recomendada.
Segundo a gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, a medida busca corrigir uma lacuna histórica. “Iniciamos a aplicação da vacina contra o HPV no DF em 2013 e agora vamos possibilitar o acesso para quem já deveria ter sido protegido”, afirma.
Entre março e dezembro de 2025, foram aplicadas 4,5 mil doses da vacina nessa faixa etária ampliada. Os dados apontam uma cobertura de 15,6% entre meninas e 7,9% entre meninos. A estimativa da Secretaria de Saúde é de que ainda sejam necessárias cerca de 40 mil doses para atingir a cobertura ideal de 90% dos adolescentes.
A vacina é considerada segura e só é contraindicada para pessoas com histórico de alergia grave à levedura. Gestantes não devem receber o imunizante, e pessoas com doenças febris moderadas ou graves devem aguardar a melhora do quadro clínico antes da vacinação.
