Lula manda abrir processo para expulsar servidor da CGU flagrado agredindo mulher e criança no DF

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, nesta quinta-feira (25), a abertura imediata de um processo interno na Controladoria-Geral da União (CGU) com objetivo de responsabilização e expulsão do serviço público federal de um servidor do órgão flagrado agredindo uma mulher e uma criança no Distrito Federal. As agressões foram registradas em vídeo e passaram a circular amplamente nas redes sociais nos últimos dias.

Em publicação nas redes sociais, Lula classificou o episódio como uma “agressão covarde” e afirmou que o combate à violência contra mulheres e crianças é prioridade do governo. “Não vamos fechar os olhos aos agressores, estejam eles onde estiverem, ocupem as posições que ocuparem. Um servidor público deve ser exemplo de conduta dentro e fora do local de trabalho”, escreveu o presidente.

O caso ocorreu em um estacionamento de um prédio residencial em Águas Claras, no Distrito Federal, e veio a público nesta semana. O agressor é o analista de sistemas David Cosac Júnior, de 49 anos, servidor da CGU. As imagens mostram o homem agredindo a ex-namorada e o filho dela, de apenas quatro anos.

Medida protetiva e afastamento do cargo

Na noite desta quarta-feira (24), a Justiça do Distrito Federal concedeu medida protetiva contra o servidor, proibindo qualquer aproximação das vítimas. Segundo as informações apuradas, as agressões ocorreram no dia 7 de dezembro. As vítimas sofreram ferimentos considerados contundentes, mas não houve necessidade de hospitalização.

Após a repercussão do caso, a CGU informou que já havia adotado providências administrativas antes mesmo da manifestação pública do presidente. Entre as medidas anunciadas estão a abertura de investigação preliminar disciplinar, o afastamento imediato do servidor de funções de chefia, a proibição de acesso aos prédios do órgão e o acionamento da Comissão de Ética.

Em nota oficial, o ministro da CGU, Vinícius de Carvalho, afirmou que os fatos indicam violação grave aos deveres funcionais previstos na Lei nº 8.112/1990, que rege o funcionalismo público federal. “Violência contra mulher e contra criança é crime. Não se trata de conflito privado ou questão pessoal”, destacou.

Campanha contra a violência

Nos últimos dias, Lula intensificou o discurso contra o feminicídio e a violência doméstica. Em pronunciamento em rede nacional na quarta-feira (24), o presidente afirmou que o tema será uma das prioridades do governo em 2026 e convocou especialmente os homens a assumirem compromisso no enfrentamento da violência.

“Vou liderar um grande esforço nacional envolvendo ministérios, instituições e toda a sociedade brasileira. Nós, que somos homens, precisamos ser aliados”, afirmou.

As investigações administrativas e criminais seguem em andamento. A CGU informou que continuará colaborando com as autoridades responsáveis pela apuração penal do caso.

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