Impulsividade, desatenção e agitação são alguns dos sintomas conhecidos do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). Apesar de ser comumente detectado na infância, o quadro geralmente acompanha a pessoa ao longo de toda a vida e exige cuidados – inclusive quando o paciente decide pegar o volante. 
A Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) alerta que pessoas com TDAH têm duas vezes mais chance de se envolver em sinistros de trânsito, conforme atestam estudos internacionais.
Dados da entidade mostram ainda que, no Brasil, a prevalência de TDAH é estimada em 7,6% em crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos; em 5,2% dos jovens com idade entre 18 e 44 anos; e em 6,1% das pessoas maiores de 44 anos.
Durante o 16° Congresso Brasileiro de Medicina do Tráfego, em Salvador, a médica do tráfego Joan Faber citou estudos que associam o TDAH a comportamentos no trânsito que incluem falta de julgamento, tendência em assumir riscos e busca por emoções.
Além disso, segundo ela, há uma percepção superestimada de competência ao volante, o que faz com que o condutor com TDAH mantenha comportamentos de risco.
- Anvisa aprova medicamentos genéricos para diabetes e obesidade
- Taxa média de recusa de doação de órgãos por familiares atinge 45%
- São Paulo registra mais de 58 mil casos de dengue em 2023
- Anvisa autoriza importação de medicamento experimental para o piloto Lito
- Hospital de Amor em Barretos inaugura ala de reabilitação oncológica
“A compreensão do quadro e a experiência na direção podem modificar esse risco relativo”, avaliou a médica.
De acordo com Joan, condutores com TDAH apresentam melhor performance quando dirigem por percursos urbanos e com trânsito intenso.
Também foi observado que, quando dirigem automóveis com câmbio manual, que demandam mais atenção, a segurança melhora.
“Condutores com TDAH têm pior desempenho em longas distâncias, em vias pouco movimentadas, na condução monótona – principalmente quando não medicados”, disse.
“Tarefas secundárias, como comer e ingerir líquidos, mudar a estação de rádio ou utilizar o celular pioram substancialmente o desempenho”, concluiu a médica.
*A repórter viajou à convite da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet)
Fonte: Agência Brasil
