Um caso revoltante expôs, mais uma vez, a intolerância e a crueldade enfrentadas por quem dedica a vida a proteger animais no Distrito Federal. Na tarde desta terça-feira (16/9), a Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA/PCDF) esteve em Ceilândia após receber denúncias de que uma protetora, responsável por mais de 60 animais comunitários, foi ameaçada por pessoas incomodadas com a presença dos bichos.
A reação veio rápido: em uma ação simbólica e de resistência, policiais da DRCA, ao lado de protetores independentes da região, adquiriram e entregaram casinhas de madeira para os animais, garantindo abrigo digno e reforçando que o direito deles deve ser respeitado.
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A polícia também alertou: destruir abrigos, recipientes de água e comida ou impedir a alimentação de animais comunitários é crime de maus-tratos, sujeito a reclusão de 2 a 5 anos, multa e até proibição da guarda.
Mais do que um ato de solidariedade, a iniciativa foi uma resposta clara contra quem insiste em enxergar os animais como problema. A sociedade não pode fechar os olhos: ameaçar protetores é ameaçar a vida de dezenas de seres indefesos que dependem deles para sobreviver.
