A 2ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) manteve a condenação de um homem por perseguir uma enfermeira do Hospital Regional de Taguatinga (HRT). A pena de nove meses de reclusão, em regime aberto, foi confirmada de forma unânime.
O condenado era paciente de hemodiálise e, entre julho e agosto de 2023, passou a frequentar o hospital fora das sessões marcadas apenas para procurar pela profissional. Mesmo após a enfermeira deixar claro que não tinha interesse em envolvimento pessoal, o homem insistia em presentes, mensagens pelo WhatsApp e visitas ao hospital, chegando a questionar colegas de trabalho sobre os horários dela.
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A situação ficou ainda mais grave quando testemunhas relataram que ele portava uma arma de choque e outros objetos suspeitos. Em uma das ocasiões, funcionários viram uma arma cair de seus pertences durante uma sessão de hemodiálise. A pressão foi tamanha que a enfermeira solicitou a transferência do paciente para outra unidade — mas, mesmo assim, ele voltou a aparecer no HRT com pretextos falsos.
Na decisão, o relator destacou que o crime de perseguição exige reiteração de condutas que causem perturbação à vítima. Para os magistrados, as provas foram consistentes e revelaram invasão de privacidade e assédio comprovado.
